Sacos de pancada

Potiguar foi goleado.

O Baraúnas, também.

Qual a surpresa?

Nenhuma.

O futebol de Mossoró é isso aí: times sem qualidade, sacos de pancada. Tanto apanham como bate neles, como diz nossa gente.

A goleada sofrida para o modesto Assú (4 a 1), em pleno Estádio Nogueirão, expôs o baixo nível técnico do Potiguar.

O mesmo aconteceu na goleada do Globo sobre o Baraúnas (3 x 0). O time tricolor foi de dá pena.

Os torcedores mossoroenses certamente estão vermelhos de raiva ou amarelos de vergonha. Daí, uma pergunta despretensiosa: não seria melhor o licenciamento da dupla Potiba? Evitaria pelo menos o vexame, a vergonha, o trauma.

Aliás, o licenciamento, que deveria ter acontecido, vai acontecer, porque não há outra saída. É preciso ser dito, e reconhecer, que Potiguar e Baraúnas ainda existem porque o futebol é uma paixão e, por gravidade, mexe com o passional das pessoas. Não fosse isso, já teria fechado há muito. Ou alguém acredita que empresa deficitária, sem receita e vivendo de esmolas, permaneceria aberta.

O que incomoda, e deve incomodar mesmo, é o fato de Potiguar e Baraúnas terem patrimônios valiosos, mas que não servem para eles.

O clube da ACDP, em localização valiosa, poderia tirar o Potiguar do atoleiro; a Toca do Leão, que vale alguns milhões de reais, deveria ser usado para estruturar o Baraúnas. Mas, os que eles fazem com esses patrimônios?

Infelizmente, o futebol de Mossoró chegou ao fundo de poço e não há esperança de dias melhores.

De qualquer forma, o Campeonato Estadual 2018 está apenas começando. Quem sabe, Potiguar e Baraúnas não consigam vencer pelo menos o Força e Luz e o Santa Cruz, times amadores de Natal que disputam a competição profissional do RN.

Coisas do nosso futebol.

Um ano para esquecer

 

Foto: José Aldenir / Agora Imagens

2017 é um ano para o futebol natalense esquecer. Nada deu certo.

América permaneceu na quarta divisão, onde aguarda o ABC, rebaixado da Série B para C, em 2018.

Alvirrubros e alvinegros foram uma decepção só. Caíram na incompetência de seus dirigentes e, principalmente, na profunda crise que vive o futebol do Rio Grande do Norte.

O América sequer conseguiu se classificar para a Copa do Nordeste, tendo feito um Campeonato Estadual sofrível, chegando, inclusive, a paquerar com a zona de rebaixamento. Também fracassou na Série D, quarta divisão do futebol brasileiro, onde permanecerá em 2018.

O ABC conquistou o Campeonato Estadual e até teve um bom início de Brasileiro da Série B. Depois, queda livre. Salários atrasados, técnicos dispensados, jogadores em greve, presidente renunciando e lanterna da competição nas mãos. O time da cartilha nem de longe honrou a sua história. Foi uma grande decepção.

Mas, para não dizer que tudo foi ruim, o caçula Globo, de Ceará-Mirim, salvou a temporada. Vice-campeão do Estadual, vaga garantida na Copa do Nordeste 2018, a Águia potiguar conquistou o acesso inédito ao Brasileiro da Série C, terminando como vice-campeão da Série D 2017.

No próximo ano, o Globo estará junto de ABC na Série C, enquanto América e Assú serão os representantes do Rio Grande do Norte na quarta divisão.

Pior ainda foi o ano do futebol de Mossoró. Potiguar e Baraúnas terminaram em quinto e sexto lugares, respectivamente, do Campeonato Estadual. O alvirrubro ainda teve a Série D, fazendo uma campanha pífia, decepcionante, vergonhosa.

E foi vergonhosa mesmo, com todas as letras da decepção. O Potiguar entrou em campo seis vezes, perdeu quatro e empatou duas. Nenhuma vitória. Marcou quatro gols apenas e sofreu 11.

A pífia campanha, porém, não surpreendeu. Pelo contrário. Reafirmou, com fidelidade, o que é hoje o futebol mossoroense. Sem tirar, nem pôr. Infelizmente.

Era uma vez…


Marcos Fernandes deixou a presidência do Potiguar, alegando falta de recursos (dinheiro) para conduzir o projeto (?) 2018.

Em sua carta-renúncia, escreveu que está abrindo espaço para que outro abnegado/torcedor assuma a nau alvirrubra e consiga navega-la para um porto seguro.

Sinceramente, a saída de Fernandes não altera nada. Absolutamente nada, exceto, claro, o nome do presidente do clube príncipe que terá outra assinatura.

Marcos Fernandes é um torcedor e que todos reconheçam os seus esforços. Porém, a sua passagem na presidência do Potiguar não contribuiu em nada para evolução do clube.

Ele deixa o alvirrubro da forma como recebeu. Sem eira nem beira. E não é culpa dele, vamos combinar. Há tempo que o Potiguar deixou de ser clube, assim como o seu companheiro de sofrimento, o Baraúnas. Tornaram-se times sazonais, com perfis bem amadores. Alvirrubros e tricolores calejaram na atividade de juntar um punhado de jogadores para disputar o Campeonato Estadual. Depois, colocam o terno no baú para retirá-lo no ano seguinte. A única exceção é quando tem Série D. Mesmo assim, o classificado vai contra a vontade, apenas para evitar punição da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Foi o caso do Potiguar nos últimos dois anos. Agora em 2017, serviu apenas de saco de pancadas. Triste e desalentador. Pior do que isso: vende de forma negativa o nome de Mossoró para o resto do País.

Se a torcida, passional por natureza, dúvida disso é só observar as manchetes negativas do tipo: jogador tal, profissional tal, colocou Potiguar ou Baraúnas na Justiça para cobrar salários e direitos trabalhistas; jogadores fazem greve por salário atrasados; dupla Potiba não sabe se vai disputar Estadual por falta de recursos; etc etc etc. Não vale culpar a Prefeitura de Mossoró por essa desgraça. O dinheiro público não pode bancar o futebol que é privado. É lei. A cota-patrocínio que vinha funcionando nos últimos anos, driblava as regras, mas agora o Ministério Público está de olho. Também não é só isso: ao condicionar a sua participação no Campeonato Estadual ao cofre público, a dupla Potiba está, direta ou indiretamente dizendo que nada faz para levantar recursos próprios.

Os dirigentes cruzam os braços e ficam esperando chegar dezembro, véspera da temporada, para pressionar a Prefeitura por dinheiro, com frases do tipo: “se não tiver apoio da Prefeitura, o clube não disputará a temporada.” Fato.

É exatamente isso que acontece e se repete. Veja, por exemplo, a situação do Baraúnas: o clube encerrou as suas atividades profissionais no final de abril deste ano e depois daí não realizou qualquer atividade visando a temporada 2018. Seus dirigentes garantem, porém, que o tricolor entrará em campo em janeiro próximo, no entanto, sem saber como. Daqui vai dizer que só participará se tiver dinheiro da Prefeitura.

O fato é que o futebol de Mossoró está falido. Não tem projeto, não tem clubes (clubes de verdade), não tem dirigente capaz de mudar o cenário. Todavia, alimentado pela paixão incondicional do torcedor, a bola vai continuar rolando no esburacado gramado do velho Estádio Nogueirão, para alguns gatos pingados nas arquibancadas.

Era uma vez o futebol de Mossoró.

Dinheiro público x bola murcha

Foto: Allan Phablo

Está se aproximando a temporada 2018 e, como sempre faz, as diretorias do Potiguar e do Baraúnas começam com a ladainha de que se a Prefeitura não colocar dinheiro público no futebol privado, os clubes não disputarão o Campeonato Estadual.

Pressão, que em anos anteriores funcionaram. Neste ano, é improvável.

Por dois motivos bem simples de entendimento:

1 – O município não tem dinheiro para bancar clube de futebol; a crise financeira é uma das piores de todos os tempos;

2 – O Ministério Público Estadual (MPRN) já recomendou à Prefeitura a não transferir recursos públicos para os clubes, que são privados, sob pena de cometer crime de responsabilidade.

Daí, pergunta-se: a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) vai correr o risco, bancar a sua própria degola?

É improvável.

O fato é que os clubes de futebol de Mossoró não funcionam como clubes.

A Associação Cultural Desportiva Potiguar (ACDP) está fechada há anos, desde que a elite mossoroense, dona do clube e de seu patrimônio, virou as costas.

A Associação Cultural Esporte Clube Baraúnas perdeu o seu patrimônio, rico, que se diga, por falta de organização e pela esperteza de alguns poucos. Seus terrenos, ao longo da margem da BR-304 (Complexo Viário Abolição) foram fatiados e vendidos por terceiros. O dinheiro nunca entrou no cofre do clube. Aliás, esse escândalo deveria provocar o MPRN para uma investigação profunda.

A Toca do Leão, terreno de alto valor, comprado na década de 80, na gestão do ex-presidente Evaristo Nogueira, hoje pertence à Associação do Sítio Florânia, criada por pessoas que se aproximaram do Baraúnas e que hoje são donos do patrimônio, sem nenhum centavo transferido para a conta do clube tricolor.

Esses são apenas alguns dos exemplos da desorganização de Potiguar e Baraúnas, clubes com mais de cinco décadas de existência, mas que sequer têm um campo para treinar. Aliás, viraram times amadores, que se formam uma vez por ano para disputar um campeonato, sem qualquer proposta séria ou que venham a valorizar o futebol.

Querer que o dinheiro público banque isso é um absurdo. Pior: é uma afronta à legalidade e às instituições responsáveis pelo controle do bem público.

Então, que o Ministério Público fique de olho para impedir que a Prefeitura distribua dinheiro público para clubes privados.

O Potiguar venceu, apesar de Sacramento

Rossales - Foto Allan Phablo

Rossales – Foto Allan Phablo

O Potiguar venceu na estreia da Série D 2016. Superou a ansiedade e as dificuldades inerentes ao curto tempo de preparação. Ótimo.

A vitória por 1 a 0 sobre o Itabaiana, neste domingo (12) no Estádio Nogueirão, deve ser comemorada, sim, apesar das maluquices patrocinadas pelo técnico Emanoel Sacramento. Ele, por pouco, não joga fora os três pontos.

Sacramento trabalhou muito mal no decorrer da partida. Fez substituições absurdas, retraiu o seu time e ofereceu o campo ao adversário. Se a equipe sergipana tivesse um pouquinho mais de qualidade, certamente teria saído de campo com a vitória.

Deve-se reconhecer, porém, que Sacramento trabalhou bem a semana. Colocou a melhor formação em campo e um sistema de jogo bem definido. O Potiguar foi superior ao adversário até marcar o seu gol, através de Tiago Barreiros, mas, depois daí, surpreendentemente, o alvirrubro se encolheu e deixou que o Itabaiana tomasse conta do jogo.

O “Tremendão da Serra” teve pelo menos duas grandes chances de marcar, inclusive um pênalti que Paulinho Macaíba, seu melhor atacante, chutou para fora. Isso tudo no primeiro tempo.

Na segunda etapa esperava-se o Potiguar de volta ao jogo. Acreditava-se que no vestiário o técnico Sacramento iria recolocar a equipe nos trilhos. Aconteceu o contrário. O time voltou para campo completamente desorganizado. A coisa piorou com as substituições, com saídas de atacantes e entradas de defensores.

Os minutos finais foram de sufoco, mas a defesa se houve bem e o ataque adversário nada produziu. Ainda bem. O Potiguar venceu, apesar de sacramento.

Pode ser dito que o Potiguar ainda não é uma equipe pronta para conquistar uma vaga na Série C de 2017, mas tem qualidade para encontrar esse caminho.

Precisa de contratar pelo menos mais três reforços, dois atacantes e um lateral que possa atuar nos dois lados do campo. Se a diretoria tiver fôlego para fazer o investimento, o alvirrubro poderá se colocar como forte candidato.

É certo afirmar, no entanto, que as duas vagas de classificação do Grupo 8 devem ser disputadas por Potiguar, Uniclinic (CE) e Itabaiana (SE). O Serra Talhada, de Pernambuco, não parece ser um bom time. Inclusive, perdeu em casa para o Uniclinic na rodada de abertura.

A próxima rodada colocará frente a frente os dois vencedores da estreia: Uniclinic X Potiguar (em Fortaleza, na segunda-feira, 20) e os derrotados Itabaiana X Serra Talhada (em Sergipe, no domingo, 19).

O título ficará em boas mãos

américa x abc

O primeiro jogo da final do Campeonato Potiguar 2016 foi digno de um grande clássico. América e ABC empataram em 3 a 3, na Arena das Dunas lotada, e emoção a todo momento. O empate ficou de bom tamanho, fazendo justiça ao futebol apresentado pelos finalistas.

Leitura simples deve ser extraída do jogo deste domingo, 1º de maio: América e ABC escaparam do mar de incompetência que marcou o campeonato, e parecem vivos para outros desafios, como o retorno ao Brasileiro da Série B a partir de campanha da Série C 2016, que tem início daqui a pouco.

As equipes da capital, é bem verdade, não fizeram boas campanhas. Como frisamos, apenas escaparam entre os “pernas-de-pau”. No entanto, conseguiram em meio a tanta incompetência encontrar uma saída para superar as suas próprias deficiências.

Nesse caso, o ABC se destaca. O alvinegro fez péssimo primeiro turno, terminando na vergonhosa posição de sexto colocado numa competição de oito clubes. A sua diretoria reagiu, modificou a comissão técnica e, sem precisar de fazer loucuras, permitiu um ambiente capaz de viabilizar uma reação no segundo turno.

Foi isso que aconteceu. A chegada do experiente técnico Geninho deu uma cara ao time alvinegro. Reação positiva, embora com alguns momentos de baixa. Todavia, foi o suficiente para colocar o ABC na final do Estadual.

A situação do América foi inversa. Fez bom primeiro turno, conquistou o título, mas voltou para o segundo turno irreconhecível. Emendou uma série de resultados negativos que derrubou a comissão técnica. Daí, o time foi entregue ao eterno interino Carlos Moura, que parece ter feito das tripas coração, a ponto de devolver o América à condição para conquistar o campeonato.

Bom.

No primeiro jogo, como já dito, América e ABC fizeram um confronto de igual para igual, cheio de emoções, sugerindo que a partida final será para alvirrubros e alvinegros que têm o coração forte.

Então, agenda aí: ABC X América no próximo sábado, 7, no Frasqueirão, às 16h.

11 anos de uma goleada histórica

O blog registra os 11 anos da goleada histórica do Baraúnas sobre o Vasco da Gama: 3 a 0 em pleno São Januário, no Rio de Janeiro.

O jogo válido pela terceira fase da Copa do Brasil 2005.

Na partida anterior, uma semana antes, as duas equipes empataram em 2 a 2 no Estádio Nogueirão, em Mossoró.

O segundo jogo ganhou dimensão a nível nacional porque a Globo decidiu patrocinar a publicidade em cima dos seus 40 anos de fundação. Como em campo estariam dois quarentões, Cícero Ramalho pelo Baraúnas e Romário pelo Vasco, a Vênus Platinada explorou a marca.

jornal1

Melhor para o Baraúnas que, além de conquistar o feito inédito de golear o Vasco, ganhou notoriedade a nível nacional. Por dias e semanas seguidas, o tricolor mossoroense foi manchete em jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão.

romário e nildo

A vitória do Baraúnas foi construída por Cícero Ramalho, Álvaro e Henrique, que marcaram os três gols. Os zagueiros Pedroza e Nildo ganharam elogios pelas marcação firme em Romário, não deixando o baixinho marcar gols.

Com a derrota, a diretoria do Vasco demitiu o técnico Joel Santana e uma carrada de jogadores.

Com a vitória, o Baraúnas seguiu na Copa do Brasil, sendo eliminado na fase seguinte pelo Cruzeiro, que acabou campeão da competição naquele ano.

Baraúnas 2005 (1)FICHA TÉCNICA

Vasco 0 x 3 Baraúnas

Data: 20 de abril de 2005

Local: São Januário (RJ)

Gols: Cícero Ramalho, Álvaro e Henrique.

Árbitro: Edson Espiridião, do Espírito Santo.

Público pagante: 2.254

Renda: R$ 11.260,00

Vasco: Fabiano Borges; Coutinho, Adriano, Marcos e Jorginho Paulista; Osmar (Diego), Ygor, Allan Delon (Rubens) e Róbson Luiz (Gustavo); Alex Dias e Romário. Tec: Joel Santana.

Baraúnas: Isaías; Da Silva, Pedroza, Nildo e Agnaldo; Célio, Amarildo (Edinho), Val, Toni e Álvaro (Hermano); Cícero Ramalho (Henrique). Tec: Milluir Macêdo.

Sopa para o azar

Foto: Marcelo Diaz/ACDP

Foto: Marcelo Diaz/ACDP

O Potiguar teve duas chances para garantir vagas na final da Copa RN, que equivale ao segundo turno do Campeonato Estadual 2016, e na Copa do Brasil de 2017.

A primeira diante do América, no Estádio Nogueirão, quando teve a oportunidade de vencer e até golear o adversário, mas acabou cedendo o empate em 1 a 1.

A segunda contra o Alecrim, também no Nogueirão, ocasião em que apresentou um péssimo futebol e não conseguiu passar do empate em 1 a 1.

Falhou e falhou feio. No futebol, o castigo vem a galope.

Agora, o alvirrubro mossoroense tem a concorrência dura de ABC e Alecrim pela vaga na final da Copa RN. É contra o próprio ABC que o Potiguar selará o seu destino.

Joga pelo empate para assegurar a sua presença na final da Copa RN e, também, confirmar a vaga na Copa do Brasil 2017.

Só que o jogo será nos domínios do ABC, Estádio Frasqueirão em Natal, nesta quarta-feira (13), com o alvinegro natalense precisando vencer para se classificar à final da Copa RN. A diferença de um para outro é de apenas 1 ponto – Potiguar tem 12 e o ABC 11.

Se não conseguir arrancar esse ponto precioso, o Potiguar, além de ficar fora da final da Copa RN, verá o Globo ameaçar a vaga na Copa do Brasil. O time de Ceará-Mirim precisa vencer bem o lanterna Palmeira de Goianinha e torcer por uma derrota do Potiguar.

A situação do momento é a seguinte:

Na computação geral dos pontos, somando primeiro e segundo turnos, o Potiguar tem 26 pontos, 7 vitórias, 18 gols marcados, 8 gols contra, saldo de 10 gols.

O Globo soma 23 pontos, 6 vitórias, 20 gols marcados, 14 gols sofridos, saldo de 6 gols.

Se o Potiguar perder pela contagem mínima para o ABC, por exemplo, estacionaria nos 26 pontos e o saldo de gols cairia para 9. O Globo vencendo o Palmeiras por uma diferença de 3 gols, iria aos mesmos 26 pontos e os mesmos 9 gols de saldo, mas ganharia no critério de desempate seguinte, que é o número de gols pró, com 23 gols contra 18 do Potiguar.

Veja a campanha de Potiguar e Globo abaixo.

Portanto, o alvirrubro mossoroense deu sopa para o azar e agora vai ter que jogar muito para evitar o desastre na rodada decisiva da Copa RN.

O Potiguar tem condições de superar o ABC? Tem.

Mas precisa jogar muito mais do que está jogando.

E o que deve ser feito? Que tal o técnico Bira Lopes errar menos!?

 

CAMPANHAS DE POTIGUAR E GLOBO

Potiguar

Copa Rio Grande do Norte (primeiro turno): 14 pontos, 4 vitórias, 11 gols marcados, 6 gols sofridos, saldo de 5.

Copa RN (segundo turno): 12 pontos, 3 vitória, 7 gols marcados, 2 gols contra, saldo de 5

Soma dos dois turnos: 26 pontos, 7 vitórias, 18 gols marcados, 8 contra, saldo de 10

 

Globo:

Copa Rio Grande do Norte (primeiro turno):15 pontos, 4 vitória, 13 gols marcados, 7 gols sofridos, saldo de 6

Copa RN (segundo turno): 8 pontos, 2 vitória, 7 gols marcados, 7 pontos

Soma dos dois turnos: 23 pontos, 6 vitórias, 20 gols marcados, 14 gols sofridos, saldo de 6

A taça em boas mãos

américa campeão primeiro turno 2016América campeão do 1º turno do Campeonato Potiguar 2016 – Taça Cidade de Natal.

Fez por merecer.

Foi quem errou menos.

O Globo, vice-campeão, por pouco não prega uma peça em plena Arena das Dunas. Vendeu o caro o empate que deu o título ao alvirrubro da capital.

Fechada essa primeira parte da competição, agora é olhar para o segundo turno, a Copa RN.

Sem favorito.

Daí, quem sabe, os dois representantes de Mossoró, Potiguar e Baraúnas não surpreendam de forma positiva.

Possibilidade existe, apesar da fragilidade da dupla, exposta no primeiro turno.

O torcedor não pode deixar de observar o Assú, sob o comando do experiente Wassil Mendes, que reagiu e terminou o primeiro turno à frente do Baraúnas e ABC.

A Copa RN começa no próximo final de semana, com Baraúnas recebendo o Assú no Nogueirão e o Potiguar indo a Ceará-Mirim pegar o Globo, no domingo, 6. Tem ainda Palmeira X ABC e América X Alecrim.

Vitória na primeira rodada é tão importante quanto o resultado positivo na última rodada.

Vencer, vencer, vencer. Não tem outra alternativa.

 

CURIOSIDADES

Alguns fatos chamaram a atenção no primeiro turno do Campeonato Potiguar. Veja:

1 – O ABC perdeu para Globo, Potiguar e Baraúnas, os chamados “grandes”, mas não deu o gostinho ao América, seu arquirrival. Bateu o alvirrubro e deu “consolo” ao seu sofrido torcedor.

2 – O Potiguar jogo todo primeiro turno sem a “camisa 3”, substituída pela 33, sugerindo algumas perguntas: aposentou o número? É homenagem a algum jogador do passado que fez sucesso com a 3? Ou simplesmente o número 3 não veio no uniforme?

3 – O centroavante Robert, do Baraúnas, chegou a Mossoró em dezembro. Assinou contrato, fez a pré-temporada, mas não conseguiu entrar em campo. A sua transferência internacional fez o caminho no casco de um cágado. Enquanto isso, ele treina, come e dorme. E só.

4 – Dos oito times que disputam o campeonato, apenas Potiguar, Baraúnas e Globo não trocaram de técnicos.

América ou Globo?

Arena-das-Dunas

América e Globo farão a final da Taça Cidade de Natal, o primeiro turno do Campeonato Potiguar 2016.

Final justa.

Foram, sem dúvidas, as duas equipes que convenceram em campo, apesar das limitações de qualidade do futebol do Rio Grande do Norte.

E as que erram menos, reconheça-se.

América fez o dever de casa. Perdeu para Globo e ABC. E venceu todos adversários de menor poderio técnico, vamos assim dizer.

O Globo construiu a sua classificação logo na primeira rodada da competição, quando empatou com o Potiguar em 2 a 2 no Estádio Nogueirão, em Mossoró.

Tanto é verdade que, se o Potiguar tivesse vencido esse jogo, disputado em seus domínios, era o finalista no lugar do Globo.

Observe que as duas equipes empataram em número de pontos, 14, e o Globo ficou com a vaga devido o melhor saldo de gols.

Portanto, justiça feita.

Domingo, 28, América e Globo decidem quem fica com as primeiras vagas da Copa do Brasil e Copa do Nordeste 2017, além de um lugar na final do Campeonato Potiguar 2016.

Para as outras equipes sobra o segundo turno, que certamente será bem mais difícil do que foi o primeiro.

O ABC, um dos gigantes do futebol potiguar, vai lutar para se recuperar da campanha vexatória no primeiro turno em que encerrou apenas na sexta colocação com apenas oito pontos.

A contratação do técnico Geninho mostra que o alvinegro natalense virá melhor, ou menos ruim.

Já Potiguar e Baraúnas, que tiveram no primeiro turno a melhor oportunidade de buscar seus objetivos, enfrentarão dificuldades maior.

O Baraúnas principalmente, que tem um elenco fraco, necessitando urgentemente de contatar pelo menos cinco ou seis jogadores para os três compartimentos da equipe.

Os dois representantes de Mossoró vão lutar com o Globo pela vaga no Brasileiro da Série D, o que sugere que é preciso ganhar fôlego, trazer novos reforços, sob pena de não alcançar o objetivo mínimo.

América ou Globo?

Façam as duas apostas.

Sobre o F9

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