Sem apoio, Ufersa Petroleiros pode fechar suas portas

Por falta de recursos, o time de futebol americano, Ufersa Petroleiros, está prestes a encerrar suas atividades. O alto custo de manutenção do projeto tem superado os recursos captados e a conta não tem batido.

O UP fecha o ano de 2016 no vermelho, com o prejuízo recaindo sobre os ombros de seus dirigentes, que não topam mais repetir a dose. Em reflexo, há uma revoada iminente de atletas e comissão técnica.

De mudança para Natal, os técnicos Rafael Natan (Head Coach) e Heitor Medeiros (coordenador de defesa) devem integrar a comissão técnica do America Bulls. O time também deve ter baixas expressivas no elenco. Os defensores Júnior Sena e Ricardo “Lenhador” receberam propostas do Ceará Caçadores e Recife Mariners. Além destes, os jovens Luca e Mikael, quarterback e weider receiver, respectivamente, também foram sondados pelo representante cearense.

Tamanho interesse comprova o reconhecimento pela qualidade do futebol praticado em Mossoró. Sem apoio, tanto da iniciativa privada quanto do poder público, Mossoró tende a sair do mapa desse esporte, que se organiza e cresce a cada dia no país.

Tudo como antes

A ata da reunião da municipalização do Nogueirão sumiu. O que isso significa na questão? Nada. O processo já está sacramentado. O Nogueirão continua com o Município e as dívidas da Liga só a ela pertencem.

A conta

Ainda sobre o Ufersa Petroleiros, no ano passado o custo de manutenção do time foi de R$ 65 mil. Neste ano, não foi menor e o prejuízo acumulado por seus dirigentes gira em torno de R$ 15 mil. Não é fácil.

Foco errado

Creio que o Potiguar deu o tiro errado ao se arriscar em um elenco mais caro para a Série D. Deveria ter aliado o elenco de base que possui com uma seleção de atletas do estado.

Inconsequente

Tivesse seguido o bom senso, o Potiguar dificilmente teria se classificado, é verdade. Mas o caro time que montou também não o fez. No entanto, teria reduzido custos e não comprometido a próxima temporada.

Acerto e erro

Bem fez o Serra Talhada, que usou uma formação caseira e barata. Não ganhou nada, mas também não perdeu. Pelo contrário. Trabalhou a base que deve utilizar no Pernambucano. Enquanto isso, o Potiguar sonhava ser campeão.

Mais e menos

Em termos financeiros, a Série D é menos interessante que o Estadual. É para ele que se deve guardar forças, pois é de onde se ganha vaga na Copa do Brasil e Copa do Nordeste, com cotas gordas de participação.

Adiada

Ainda sobre o Potiguar, o clube remarcou para esta segunda-feira (17) reunião com seus dirigentes. Nela, deverá ser apresentada a prestação de conta de Benjamim Machado. A partir daí, estuda decisões.

A semana na história

Em 17 de outubro de 1981, o brasileiro Nelson Piquet conquistava seu primeiro título mundial de Fórmula Um.

Frase

“Herivélton é um “permanecente” da equipe que caiu com o ABC em 2015” – Agnaldo Fidélis, comentarista da 93 FM. Se isso significa permanecer, então, “remanescente” deve ser o cara que rema na nascente. É isso?

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Em 2013, o Baraúnas recebia o Brasiliense no Nogueirão, disputa pela Série C do Brasileiro, perdendo por 1x0. Na imagem, além do goleiro Érico, os zagueiros Pedroza e Índio e o volante Wilker.

Em 2013, o Baraúnas recebia o Brasiliense no Nogueirão, disputa pela Série C do Brasileiro, perdendo por 1×0. Na imagem, além do goleiro Érico, os zagueiros Pedroza e Índio e o volante Wilker. Foto: Assessoria Brasiliense.

Eleitos ídolos no futebol, boleiros tentam aprovação nas urnas

Não é de hoje que ex-jogadores, de norte a sul do país, tentam ingressar na vida pública, em um cargo eletivo. Alguns conseguem e até se estabelecem. Outros, sem o mesmo sucesso, não passam de um mandato ou das tentativas.

Hoje, muitos se aventuram no pleito. Entre os mais conhecidos, em nível nacional, João Leite, ex-goleiro do Atlético, lidera pesquisas para prefeito, em Belo Horizonte-MG.

Em São Paulo, Ademir da Guia, Marcelinho Carioca e Valdir Peres, vão para vereador.

No Rio, também tentam vaga na Câmara, Andrade, ex-Flamengo, Roberto Dinamite e Odivan, ex-Vasco.

Em Recife, Zé do Carmo, ex-técnico do Baraúnas, vai à luta.

Em Fortaleza, tentam a eleição os ex-atacantes Rinaldo e Sérgio Alves. Até o ex-técnico do Potiguar, Arnaldo Lira é candidato por lá.

Em Natal, Ivan “O Terrível”, ídolo da torcida do ABC, é candidato. Edmundo, volante que jogou no Baraúnas entre os anos 70 e 80, também é candidato na capital.

Em Mossoró, o ex-volante Fabinho e o atacante Raério Cabeção, ex-Potiguar, põem seu nome para avaliação popular. Miranda, ex-goleiro de Baraúnas e Potiguar, também era alternativa, mas desistiu da candidatura.

Nordeste bem na fita
Com quatro representantes nas quartas-de-final da Série C (ABC, Asa, Botafogo e Fortaleza), a região nordeste pode ampliar sua representatividade na Série B do próximo ano, o que seria excelente. As outras regiões chegam com menos representantes, nem por isso, menos competitivos: Botafogo-SP, Guarani-SP, Juventude-RS e Boa Esporte-MG.

Possibilidade
O ABC está a 90 minutos de retornar à Série B do Brasileiro e salvar o ano do futebol potiguar em nível nacional, depois dos fracassos de Potiguar, Globo e América, sendo este último rebaixado.

Potencial
O Alvinegro decide sua sorte na próxima sexta-feira (7), em Natal, contra o Botafogo-SP. Pelo que vi no primeiro confronto, o ABC atingiu um bom nível sob o comando de Geninho. Suas chances são reais.

Ação e reação
Independente da ascensão ou não do ABC, o fato é que o clube já tem uma excelente performance, diante de um início tão ruim. É fato que a diretoria teve atitude para corrigir suas falhas iniciais, que faltou ao América.

Tadeu
A ação que considero mais clara e evidente nesse sentido, foi a vinda de um técnico com condições para iniciar a reversão do quadro. Geninho foi jogada de mestre de Judas Tadeu que sai fortalecido em seu retorno.

Geninho
É fato que o ABC iniciou a temporada com um elenco muito abaixo de suas tradições. Geninho, com sua experiência, iniciou uma mudança gradativa e cirúrgica para alterar o quadro em pouco tempo. E conseguiu.

Atitude
Para ajudar nesse sprint, o ABC teve a ajuda do rival, que começou e terminou errado. Afundando-se desde o Estadual, o América oxigenou o ABC e sua torcida, que se revestiu de estima e crença que o final seria negro apenas pelas cores de sua camisa.

A semana na história
Nesta data, em 1977, o austríaco Niki Lauda se tornava bicampeão mundial de Fórmula 1. Ele ainda viria a conquistar mais um título, em 1984. Em sua carreira, dirigiu carros das equipes March, BRM, Ferrari e McLaren.

Frase
“Das pernas direitas que ele tem, a melhor é a que ele chuta” – Júnior, comentarista da Globo, a respeito de Neymar, durante jogo do Brasil contra a Colômbia, nas Olimpíadas. Com duas pernas direitas? Definitivamente, Neymar não é desse mundo.

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Potiguar 1988 – Edinho, Tiquinho, Luciano, Raílson, Onesimar, Ivanaldo e Valdeci. Sérgio Cabral, Odilon, Roberto Cearense, Rivaldo e Romildo.

Potiguar de 1988 – Edinho (preparador físico), Tiquinho, Luciano, Raílson, Onesimar, Ivanaldo e Valdeci. Sérgio Cabral, Odilon, Roberto Cearense, Rivaldo e Romildo.

 

Casa cheia, sem preços populares, para o produto seleção

A novidade para o início do próximo mês será a apresentação da Seleção Brasileira, em Natal. Além da representação natural, o novo momento da seleção acentuou o interesse do público por seus jogos.

Inicialmente, ouvi contestações sobre os valores dos ingressos, que vão de R$ 150 a R$ 400, dependendo do setor. Havia certa cobrança por preços populares.

Embora entenda o desejo dos insatisfeitos, não vejo que um jogo da seleção deva atender, necessariamente, a esse argumento.

A nossa seleção é um produto diferenciado e que vive uma ocasião especial. A prova é que os preços cobrados foram compreendidos pelo público que, em cinco horas, comprou 30 mil ingressos. É quase a capacidade total da Arena das Dunas, que é de pouco mais de 31 mil espectadores.

No futebol, como em qualquer outro espetáculo, cobra-se o valor que se entende justo pelo tamanho da atração. É produto tipo Copa do Mundo, bem diferente de Campeonato Estadual.

Todos iguais, mas…
O STJD promete punir jogadores, técnicos e dirigentes que se pronunciam de forma dura contra árbitros. Embora prometa o mesmo para os árbitros, quando de seus erros, as decisões mostram que não é bem assim.

Na sobra?
O caso “Sapé”, atleta que teria atuado de forma irregular pelo Botafogo-PB na Série C, ganha novo capítulo. O Remo resolveu ingressar no STJ contra o clube paraibano. O América, que também iniciou a discussão, ficou de fora.

Por tabela
Para lembrar, se o pleito do Remo for atendido, ele volta à Série C, ocupando o lugar do Botafogo entre os classificados para as quartas-de-final. O clube paraibano seria rebaixado e o América acabaria salvo.

Melhor assim
Com tanta instabilidade da política local, sobretudo no que diz respeito à municipalidade, o melhor que aconteceu foi não ouvirmos mais sobre a batida intenção de permuta do Nogueirão, defendida pela atual gestão.

Melhor assim II
Toda e qualquer discussão sobre o tema, que julgo batido e moralmente morto, suscita a desconfiança sobre os reais interesses. Já fui um defensor desse desfecho, mas diante de tudo que vi e ouvi, não mais.

Melhor assim III
Pensar em permutar o estádio é carimbo da incompetência e desinteresse nato das gestões que se sucedem. Se não podem fazer em áreas mais simples, como o esporte, como crer que o farão em setores mais complexos?

A semana na história
Quinta-feira (29), marca o aniversário de 47 anos de idade do ex-preparador de goleiros e técnico do Baraúnas, o seridoense Romão. Figura simpática, de muitos amigos, certamente não terá a data passada em branco. Parabéns!

Frase
“Se você tem 16 anos, traga seus documentos pra gente lhe “aposentar” – Ronaldo Marinho, diretor do Potiguar, falando com o lateral Samuel. Na verdade, a intenção era profissionalizar. Aposentar já era demais.

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Time do Centro Esportivo Mossoroense, de 1940, no campo da Benjamim Constant.

Time do Centro Esportivo Mossoroense, de 1940, no campo da Benjamim Constant.

Prefeitura ainda não quitou dívida com o Potiguar

Dificilmente, o Potiguar não enfrentará uma série de causas trabalhistas, em face de sua inadimplência com o elenco que disputou a Série D deste ano. São cerca de 15 dias trabalhados devidos.

Alguém pode dizer: só isso? Pode parecer pouco para quem está de fora, mas para os jogadores que se abstiveram de estar com suas famílias ou de terem defendido outros clubes no período para se doarem aos propósitos do alvirrubro, e fizeram planos com o que lhes pertence, não é pouco e é justo. Para o clube, que não dispõe de recursos em caixa, mas que costuma cumprir seus compromissos, pois é esse o seu histórico e de seus dirigentes, também não.

Ocorre que o Potiguar ainda depende do repasse de duas parcelas em atraso do patrocínio firmado com a Prefeitura para o Brasileiro.

Mês passado, ouvi do Município que o pagamento seria feito ainda na primeira quinzena de setembro. O prazo acabou na quinta-feira passada, mas até hoje nem um centavo foi pago.

Lamentável, mas nem todos fazem questão de serem lembrados como cumpridores de seus compromissos.

Confraternização
Na 9ª edição do Jogo Festa, envolvendo ex-jogadores, imprensa e amigos, dia 19 de novembro, no SESI, a expectativa pela presença de vários jogadores da capital. A cada ano, o evento cresce em participação e organização.

No rabo do jumento
Como todos os credores do poder público, o Potiguar tem com o que se preocupar. Se a Prefeitura não quitar seu débito com o clube nos próximos dias, dificilmente o fará depois das eleições. Assim, só Jesus na causa.

Prova dos 9
O América tem hoje, contra o Remo, em Belém-PA, o jogo de sua vida na temporada. Se rebaixado, irá carimbar de vez o desastroso ano de estreia do presidente Beto Santos, que sem a companhia das raposas velhas do clube, só colecionou decisões e resultado infelizes.

Início complicado
É importante lembrar que uma eventual permanência do América não apagará a imagem de uma temporada mal planejada. Embora tenha sobrado dedicação, faltou feeling a Beto Santos. Não é o fim do mundo, mas é lição a ser tomada.

A matemática
Para o América fugir do rebaixamento: Se vencer, permanece; se empatar, torcerá para que o Confiança perca ou empate com o Salgueiro; se perder, só escapa se o Confiança também perder para o Salgueiro. Pior é que jogo de compadres existe, por isso o principal é fazer sua parte.

Oposto
Diferente do rival, o ABC tem tudo para fechar o ano da melhor forma possível. Campeão estadual, o clube está a dois jogos de retornar à Série B. Nem o mais otimista torcedor imaginaria tal desfecho. Se ocorrer, fez por merecer.

Rugindo
Com seu otimismo característico, a presidente do Baraúnas, Josirene Ribeiro, tem afirmado aos tricolores que a abordam, que o Baraúnas virá forte em 2017. O torcedor gosta de ouvir mas, mais ainda de sentir.

A semana na história
Hoje (18), a atual presidente do Baraúnas, Josirene Ribeiro, completa 63 anos de idade. Parabéns! Muita saúde e paz.

Frase
“Você comeu muito “smiff” por lá?” – Joãozinho Problema, torcedor e massagista do Baraúnas, matando curiosidade sobre a culinária saudita, em papo com Márcio Mossoró. Acredito ser uma variação da esfirra.

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Time do Ceará, durante inauguração do Nogueirão, em 4 de junho de 1967. Na oportunidade, venceu a Seleção da LDM por 2x0, gols Mozart (o segundo, agachado, da esquerda para a direita).

Time do Ceará, durante inauguração do Nogueirão, em 4 de junho de 1967. Na oportunidade, venceu a Seleção da LDM por 2×0, gols Mozart (o segundo, agachado, da esquerda para a direita).

 

O Nogueirão tem um xará, mas esse dá orgulho

O nosso estádio Nogueirão não é o único no Brasil com esse nome.

Em Mogi das Cruzes, no estado do São Paulo, está edificado o Estádio Municipal Francisco Ribeiro Nogueira, também “Nogueirão”, em homenagem a um ex-prefeito do município.

Já se chamou Cavalheiro Nami Jafet, na década de 1950, quando pertencia a uma mineradora. Acabou municipalizado na década de 70 e reconstruído em 1995. Entre 2014 e 2015, aproveitando a passagem da Copa do Mundo, passou por nova reforma, quando foram investidos R$ 7 milhões, mantendo a simplicidade, mas deixando-o bonito e moderno, com sistema de irrigação, drenagem, minicampo para aquecimento, sala de fisioterapia e estrutura para imprensa.

Tem capacidade para 14.384 torcedores, embora o recorde de público seja de pouco mais de 8 mil espectadores.

Não é uma grande arena, mas é estádio suficiente para as necessidades dos clubes e desportistas locais que bem se acomodam e de nada tem a reclamar.

Bem que nosso Nogueirão poderia ter pelo menos dois terços de tal estrutura e nossos governantes, igual vontade de nos fazer orgulhosos por isso. Mas, cada um escolhe de como quer entrar na história.

Jogo Festa
Começaram os preparativos para a 9ª edição do jogo festa. Os amigos Onesimar Fernandes e Dedé Barros, puxam o carro da organização. O evento reúne, todos os anos, no campo do Sesi, ex-jogadores profissionais e amigos em confraternização e homenagens. Este ano, ocorrerá no dia 15 de novembro, às 15h30.

Jogo Festa II
Em edições anteriores, muitos esportistas, dirigentes e figuras marcantes do nosso futebol, foram homenageados, alguns em vida, outros, por força do destino, em memória. O ex-zagueiro Onesimar, seu idealizador, merece sempre respeito e apoio pela iniciativa.

Manto
O Santa Cruz, do mossoroense Lupércio Segundo, forte candidato a ascensão na segunda divisão potiguar, além da organização, chama a atenção pelo uniforme, algo de bom gosto que não deixa a dever nem para clube europeu.

Basquete
Teve início ontem e segue até hoje, no ginásio do Colégio Pequeno Príncipe, a segunda etapa do Campeonato Estadual de Basquete. Jogos agora pela manhã.

“Bem, meus amigos”
Votos de pesar à família e aos companheiros da Rádio Princesa do Vale, de Assu, pela perda, na semana que passou, do professor e comentarista esportivo, Gilmar Rodrigues. Bom profissional e amigo, só colecionou amigos.

Novelinha
O embate entre Governo e FNF pelo controle do Estádio Juvenal Lamartine, teve na semana que passou, mais um capítulo. A Justiça suspendeu a decisão que devolvia o imóvel ao Estado. Apenas mais um capítulo.

Clichê
“Vou trabalhar pelo esporte”…Frase padrão utilizada pela maioria dos candidatos, até aqui, muitos deles sem qualquer aproximação ou histórico com o setor. Por enquanto, tudo muito genérico e igualmente vazio.

Frase
“Se teve um time que buscou o empate no segundo tempo, foi o Botafogo” – Luis Ricardo, lateral do Botafogo. O detalhe é que era o Atlético Paranaense que vencia o jogo, então só quem poderia buscar o empate era o Fogão.

A semana na história
Quinta-feira (15), o goleiro mossoeonse Érico completa 37 anos de idade. Parabéns ao paredão!

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Esse é o estádio Nogueirão, da cidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo. (Foto reprodução)

Esse é o estádio Nogueirão, da cidade de Mogi das Cruzes, em São Paulo. (Foto reprodução)

Baraúnas pode ter gestão terceirizada em 2017

Nos bastidores, embora de forma tímida, comenta-se que o Baraúnas pode ser gerido em 2017 pela empresa LM03, do empresário Luciano Martins. Pessoas que transitam no clube projetam mais um ano difícil, de poucos recursos, por isso admitem acordo nesse sentido. A parceria garantiria o clube em atividade e livre de preocupações com as questões financeiras.

No estadual deste ano, o Baraúnas se valeu de Luciano Martins, inclusive teria pego junto a ele dinheiro emprestado, sem juros, para cumprir alguns compromissos. Além disso, alguns atletas estiveram no clube a custo zero, por intermédio de sua empresa. Foram os casos do bom zagueiro Cláudio Baiano, o lateral-esquerdo Márcio Costa, o volante Luiz Felipe e o meia Murilo.

Até onde tenho conhecimento, a parceria foi limpa e não gerou qualquer prejuízo ao clube. Luciano saiu fortalecido pelo trato à instituição.

Havendo um acordo formal, deixando claros direitos e deveres de ambas as partes, e sem riscos de débitos como herança ao clube, não vejo qualquer problema em uma terceirização de gestão no Baraúnas.

Terceirização no Leão
As tradicionais aves de rapina, que por disfarce vivem reclamando, mas que nunca saem de perto daquilo que lhes alimenta há anos, abdicariam dessa fonte? É do caos que muitos sobrevivem. Veja, ouça e conclua.

Reencontro
O torcedor potiguar poderá ver a seleção brasileira sob o comando de Tite no próximo dia 6 de outubro, na Arena das Dunas, em Natal. Será em um quinta-feira, às 21h45.

Reencontro II
A última vez que a seleção esteve em Natal foi em 1982, quando enfrentou em amistoso, a Seleção da Alemanha Oriental. Venceu por 3×1. Dirigida por Telê, tinha Zico, Roberto Dinamite e cia.

A média prazo
O meia Erick Flores, que esteve defendendo o ABC na Série B de 2013, retorna do futebol árabe para defender o Boavista-RJ. O interessante é que, recuperando-se de uma cirurgia no joelho, foi contratado para jogar somente em 2017.

Segundona
No próximo domingo (10), começa a segunda divisão potiguar. Confirmando o estágio fora da elite, Santa Cruz (Inharé) e Coríntians, não participam. Ou seja. A volta de um deles, se ocorrer, só em 2018.

Quem é o punido?
Uma das tolices de um jogador é tirar a camisa, na comemoração de um gol. Falsa a tese de que o cartão pune o atleta. Sua ausência por expulsão ou suspensão, pune o clube. Este deveria cobrar a conta ao infrator.

A semana na história
Nesta segunda-feira (5), completa 44 anos da morte de 11 atletas da delegação israelense, quando disputava os  Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, em 1972. Foram vítimas de um atentado praticado pelo grupo terrorista Setembro Negro.

Frase
“O que faltou à gente foi falta de sorte” – Luis Ricardo, lateral do Botafogo, falando sobre a derrota de seu time para o Atlético Paranaense.

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Time do Humaitá, em 1973: Rogério, Laerte, Quincas, Tiziu, Tião, Xexéu e Couto - Bola 7, Evaristo, Aldemir, Lino, Gil e Rocha.

Time do Humaitá, em 1973: Rogério, Laerte, Quincas, Tiziu, Tião, Xexéu e Couto – Bola 7, Evaristo, Aldemir, Lino, Gil e Rocha.

Quando grandes clubes e CBF surtam, os pequenos pagam a conta

A notícia que chamou a atenção esta semana foi a de que agora, CBF e alguns clubes que disputam o Brasileiro, articulam para cobrar das emissoras de rádio, o direito de transmissão da competição, a partir de 2017.

Além de não ser prevista na Lei Pelé, não vejo a medida como vantajosa nem sensata diante da realidade brasileira.

Sufocar as emissoras financeiramente parece um tiro no pé, pois tirará do próprio espetáculo futebol, os generosos espaços espontâneos que hoje dispõe nesses órgãos. Cobrar significa, na mesma proporção, ser cobrado.

Imagina, para um clube, antes com frequência assídua e gratuita nas resenhas, passar a pagar por cada vez que se fale em sua marca e do seu jogo, como se faz nos anúncios de festas? Cobrar por transmissão das rádios, me parece uma medida fora da realidade cultural e econômica do Brasil, além de inoportuna. Reclama-se do esvaziamento dos estádios, mas trabalha-se para limitar a atuação de veículos de massa. Vá entender.

Clubes e CBF querem repassar a conta de suas más gestões para o setor.

Antes tarde…
Em momento delicado, lutando mais contra o rebaixamento que pela ascensão na Série C, o América, enfim, enxergou o volante Magno, ex-Potiguar. Sem empresário aqui, Magno precisou virar “estrangeiro” para ser notado.

Rádio
Em 2008, o Atlético Paranaense ensaiou cobrar das emissoras de rádio, o direito de transmissão de seus jogos, como mandante ou visitante. Queria R$ 15 mil por jogo. Perdeu a luta, inclusive na Justiça.

Rádio II
No Brasil, poucas são as rádios que possuem equipe esportiva própria. Menos ainda as que têm condições de pagar pela transmissão. Com a maioria esmagadora terceirizada, imagina a quanto ficaria reduzida a cobertura.

Rádio III
Se aplicada a cobrança, o custo será repassado aos patrocinadores. Assim, apenas as grandes emissoras, dos grandes centros, arriscariam. O futebol estaria, definitivamente elitizado e, sem a cobertura em massa, fadado ao fracasso definitivo. A quem isso interessa?

Dívida
O Potiguar corre o risco de ter uma enxurrada de causas trabalhistas, em função de 17 dias de salários não-pagos na Série D, fato revelado esta semana pelo Portal F9 e pela 93 FM, com entrevistas de alguns irados jogadores.

Repasse
Sem dinheiro em caixa, o Potiguar depende do repasse de duas parcelas atrasadas do patrocínio da Prefeitura, para quitar o débito com os atletas e comissão técnica. A Prefeitura promete pagar até meados de setembro.

Dependência
O impasse entre Potiguar e jogadores comprova a dependência do futebol local ao dinheiro público. Quando fica sem, perde o rumo. Uma realidade que deixa o dirigente na zona de conforto. Até quando?

A semana na história
Hoje, o ex-jogador paraguaio Romerito, meia campeão brasileiro pelo Fluminense em 1984, completa 56 anos de idade. Romerito, que atuou no clube de 1983 a 1988, está entre os maiores ídolos de toda a história tricolor. Ao todo, foram 211 jogos e 59 gols. Foi dele o gol do título do Brasileiro de 84, contra o Vasco.

Frase
“É muito bom ser campeão em primeiro lugar” – Massal, massagista do Potiguar, desabafando após o título de 2013. De tanta emoção, me faltam palavras para comentar tal colocação.

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Eis o Botafogo, de Xavier, de 1978. Repare no segundo atleta, agachado, da esquerda para a direita. É o meia Zácone, um dos grandes nomes da história do Baraúnas.

Eis o Botafogo, de Xavier, de 1978. Repare no segundo atleta, agachado, da esquerda para a direita. É o meia Zácone, um dos grandes nomes da história do Baraúnas.

A cultura das arquibancadas

Um pedido nas redes sociais da direção do time de futebol americano, Ufersa Petroleiros, chamou atenção esta semana.

O aviso indicava que os torcedores que forem assistir seus jogos, no Nogueirão, não levem instrumentos musicais que provoquem barulho para não atrapalhar a tv. Embora compreensível, é inusitado e atípico para um jogo de futebol em nosso país, mesmo que não seja o nosso futebol.

O fato suscita uma discussão. Tentando ganhar espaço e estabelecer-se em solo nacional, é o futebol americano quem deve se adaptar à cultura local ou o torcedor brasileiro adaptar-se à cultura americana? Ah, mas lá também tem barulho, inclusive banda de fanfarra para animar o espetáculo. É algo a se pensar.

Na busca por difundir o futebol americano, o melhor é atender a tv ou ao público que espera e faz de qualquer esporte, uma festa? Tudo tem seu limite, lógico, mas ao invés de popularizar, não sei se elitizar é o melhor caminho. Talvez, ao invés de privar a entrada, melhor indicar áreas onde os instrumentos musicais possam ser utilizados, como por trás dos gols, por exemplo. É possível que reduza o impacto do barulho e todos acabem felizes.

No Dix-huit rosado
Aproveitando o gancho sobre a proibição de instrumentos musicais nos jogos do Ufersa Petroleiros, um amigo, de forma irônica e bem-humorada, sugeriu levar os jogos para o teatro. Imaginou? Todo mundo sentadinho, fazendo silêncio e aplaudindo de forma organizada a cada touch down? Raspa, raspa, raspa…

Reconhecer
Para um país onde há poucos clubes, pouco interesse da CBF e federações, consequentemente escassas as competições, há de se comemorar tudo que a seleção feminina de futebol fez nessa e em outras olimpíadas.

Reconhecer II
Na prática, não temos futebol feminino no país, mas apenas uma seleção formada quando cada competição se aproxima.

Revanche?
Com a final entre Brasil e Alemanha, nas Olimpíadas, muitos lembraram os 7×1 e falavam em vingança. Entendo que vingança, só em outra Copa, de preferência na Alemanha e goleando. Se não perturbar à altura, não vinga nada.

Vedetes
Independente dos mais tradicionais, são os esportes pouco difundidos no país os maiores vitoriosos dessas Olimpíadas. De repente, descobrimos canoagem, tiro e salto com vara. Volto ao assunto.

Revanche? II
A mesma coisa se aplica ao Uruguai, com o Maracanazo. Só haverá vingança conquistando uma Copa do Mundo no Centenário, em Montevidéu, diante dos anfitriões. Até lá, teremos de conviver com as marcas de 1950.

A cara de um…
A incrível semelhança do oposto Wallace, do vôlei, com o xará zagueiro, ex-Flamengo, tem rendido piadas na net. Fora o nome e a semelhança física, a diferença na qualidade técnica entre ambos é abissal.

Na espera
Eliminado das finais do Estadual Sub-19, o Potiguar agora espera uma improvável desistência do segundo colocado para disputar a Copa SP de Juniores. O fato é que, com um calendário irregular, o Potiguar fez até demais.

Frase
“Aqui a gente vaia até o Papa Francisco, se ele vier disputar medalha com Padre Cícero” – Frase da internet, em alusão às reclamações do francês Renauld Lavillenie, do Salto com Vara, pelas vaias dos brasileiros.

A semana na história
Hoje, o Clube de Regatas Vasco da Gama completa 118 anos de fundação (1898).

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Potiguar, de 1966: Altevir, Rivaldo, Diniz, Chicão, Zé Antônio, Tino, Cid Duarte, Nonato, Carestia, China, Fafá, Essinho, Rocha e Pelé.

Potiguar, de 1966: Altevir, Rivaldo, Diniz, Chicão, Zé Antônio, Tino, Cid Duarte, Nonato, Carestia, China, Fafá, Essinho, Rocha e Pelé.

 

Segue o jogo. É assim que tem que ser.

Quando ainda treinava o Cruzeiro, o português Paulo Bento se revoltou com um episódio ocorrido durante confronto de sua equipe contra o América Mineiro, pelo Brasileiro. O tal do fair play, quando se põe a bola para fora, forçando o atendimento médico a um jogador, o tirou do sério a ponto de o treinador declarar em entrevista que seu time não devolveria mais a bola, nem exigiria sua devolução, em situações dessa natureza. E com razão. Enxergava, como eu, que o que ocorre em sua esmagadora maioria, é o artifício da encenação do adversário para ganhar tempo, quando o placar lhe convém. E isso nada tem a ver com fair play. Quem tem que determinar quando o jogo para é o árbitro e não o jogador. O torcedor paga caro para ver a bola rolar e não para ser roubado com encenações baratas. Paulo Bento já foi embora, mas ficou o registro de uma revolta justificada. O brasileiro, quem mais reclama, é quem mais contribui para o anti-jogo que empobrece o esporte. Chega disso.

Torcendo pelo empate
Hoje, América e Alecrim se enfrentam no Nazarenão, pelo Estadual Sub-19. O Potiguar fica de olho nesse jogo pois, dependendo do resultado de ontem, contra o ABC (a coluna já estava fechada), chegará à última rodada, contra o próprio América, em Mossoró, vivo pela conquista do título do turno para levar uma das vagas do RN na Copa SP.

Será, dessa vez?
Argentina eliminada no masculino e Estados Unidos no feminino. O futebol das olimpíadas dá uma pausa na tradição para dar uma chance ao ineditismo no ouro. O torcedor espera que o Brasil aproveite o refresco.

Só um errinho
A página do Ituano-SP anunciava o confronto contra o Inter de Lages-SC, pela Série D, para Lajes no RN. O erro ortográfico, com a troca do G pelo J, mudou o local da partida em 3.700 quilômetros. Embora desconfiado, o amigo Tárcio Araújo, lajense com orgulho, chegou a comemorar.

Sinal de alerta
É fato e justificado o temor dos dirigentes de ABC e América com a campanha dos dois na Série C. Os prejuízos são imensuráveis com a permanência por mais uma temporada na terceira divisão, o que compromete os planos para 2017.

Cinco
A segunda divisão potiguar terá cinco clubes. Como já havia antecipado a coluna, o Mossoró desistiu da disputa. Santa Cruz, Atlético Potiguar, Atlético Potengi, Força e Luz e Visão Celeste são os integrantes.

Oito
Pelo que se sabe, até aqui, da segunda divisão sobe apenas um. Com isso, também se confirma que a primeira divisão de 2017 permanecerá com oito clubes, como foi este ano. Pela qualidade, tá de bom tamanho.

Apito potiguar
Tem trio potiguar, hoje, na arbitragem da Série A. Caio Max apita São Paulo x Botafogo, com auxílio de Flávio Gomes Barroca e Vinícius de Melo Lima.

 

A semana na história
Quarta-feira (17), o professor de educação física, técnico de handebol e ex-árbitro da FNF, Hudson Lopes, completa 42 anos de idade. Parabéns!

Frase
“Ele teve um problema no “Calcanhar de Aquino” – Chico, massagista, na época do Baraúnas, explicando a contusão do meia Da Silva.

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Time da Gazeta, em 1988, no campo do Thermas: Pereirinha, Fabio, César Santos, Carlos Santos, Berg e Raimundo Nunes (falecido); Toinho, Landisberg, Britinho, Fabiano Santos e Raílton.

Time da Gazeta, em 1988, no campo do Thermas: Pereirinha, Fabio, César Santos, Carlos Santos, Berg e Raimundo Nunes (falecido); Toinho, Landisberg, Britinho, Fabiano Santos e Raílton.

 

 

O barato ficou até barato para Índio

Em nível regional, a notícia da semana foi a suspensão do zagueiro Índio, por um ano, por conta do doping por uso de cocaína, flagrado em exame durante a disputa da Copa do Brasil, pelo River do Piauí.

A conta seria maior, se ele não tivesse admitido o uso da sustância. Poderia ter pego dois ou até quatro anos de gancho. Índio, ex-Baraúnas, será testado periodicamente, para comprovar que estará limpo nesse período de suspensão.

Entendo que o jogador não usou a cocaína para tirar proveito dentro do esporte, mas merece a punição como qualquer outro pois sabia dos riscos que corria ao curtir seu vício. Até saiu barato para ele. Se fosse um jogador de renome nacional, teria enfrentado um gancho maior, para servir de exemplo para os mais jovens.

Mas os medalhões ganham fortunas e podem ficar um ano sem trabalhar que não terão sua estrutura financeira abalada. Não é o caso de Índio. Trocando em miúdos, não tem pano para as mangas e vai sofrer, junto com sua família, as consequências da burrice. Por tabela, deixará suas viúvas, aqui em Mossoró, órfãs por mais um ano.

Que nem bala
O passeio da tocha pelo Brasil colecionou histórias hilárias, mas nenhuma supera sua saga no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. Com as balas cortando o céu carioca, o condutor da tocha e a Guarda Nacional voaram, tipo corrida de 100 metros, no melhor estilo Usain Bolt.

Sem contestação
A escolha de Pelé para acender a pira olímpica, foi tudo de justo. Com sua saída (por motivos de saúde, dizem), a justiça se manteve com a entrada do ex-maratonista Vanderlei Cordeiro. Deu até para relevar Anita entre Gil e Caetano.

Sub-19
Hoje, no Nogueirão, às 16h30, tem Potiguar x Coríntians de Caicó, pelo Estadual Sub-19. O Alvirrubro precisa vencer para continuar na luta pelo título do segundo turno e levar vaga para a Copa São Paulo.

Cobertura
O Portal F9 tem feito a cobertura de todos os jogos do Potiguar no Estadual Sub-19. À noite, os melhores momentos da partida contra o Coríntians já estarão disponíveis no site. Acesse www.f9.net.br e confira.

Sorriso largo
A desistência do Mossoró em disputar a segunda divisão deste ano, é comemorada por dirigentes de Baraúnas e Potiguar que temiam ver o bolo da Prefeitura ser dividido por três, com eventual acesso do Carcará.

Não mais que um
Muitos acreditam que Mossoró não comporta um terceiro time. A questão dos recursos de patrocínio da Prefeitura seria uma das alegações. Vou além. Independente disso, faz tempo que só dá para um e mal.

Ou até mais
Mas até admito que Mossoró comporta mais clubes, contanto que tenham força própria, venham bancados por empresários, como o Santa Cruz, de Lupércio Segundo, e Globo, de Marconi Barreto. Aí dá até 10. Do contrário, é pedir esmolas pra dois, pra três…

A semana na história
Hoje, o preparador físico da base do Potiguar, Állan Frederico, completa 32 anos de idade. Bom profissional e pessoa do bem, leva os parabéns da coluna.

Frase
“O motorista não pode ver uma descida que só quer ir na “bengala” – João, mordomo do Potiguar. Gosto é gosto, fazer o que?

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Time do Humaitá, em 1973: Rogério, Laerte, Quincas, Tiziu, Tião, Xexéu e Couto; Bola 7, Evaristo, Aldemir, Lino, Gil e Rocha.

Time do Humaitá, em 1973: Rogério, Laerte, Quincas, Tiziu, Tião, Xexéu e Couto; Bola 7, Evaristo, Aldemir, Lino, Gil e Rocha.

Sobre o F9

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