E o jeitinho brasileiro ?

cndSobre a chamada CND (Certidão Negativa de Débito), a ser exigida dos clubes como condicionante para disputarem os estaduais a partir de 2016, a FNF promete endurecer nessa cobrança. É o mínimo que se espera de quem permitiu o Baraúnas jogar irregularmente desde 2006, pois que não possuía diretorias legalmente constituídas, mas que assinavam contratos e votavam nas eleições da própria Federação.

Quero ver o exemplo da tal austeridade prometida pela entidade. Quem anda na linha, vai fiscalizar e cobrar isonomia.

É o momento, também, de os jogadores virarem o jogo ante a pilantragem de cartolas maus pagadores. Para quem quer receber, é faca e queijo na mão. Se não houver quitação dos débitos, o clube pode ser denunciado e rebaixado de divisão. Quem não pode com o pote, não pegue na rodilha. De outra forma, melhor voltar às ligas de bairros onde, por seu caráter existencial, se pratica naturalmente o amadorismo.

Esta pode ser a divisão de águas para o futebol, afastando maus dirigentes e suas gestões irresponsáveis. Chega!

Sobre a fórmula do Campeonato Potiguar para 2016, divulgada na semana que passou, destaco três aspectos.

Primeiro, entendo como absurdo a FNF impor que as finais do Estadual, independente dos finalistas, ocorram na Arena das Dunas. Isso anula a chamada vantagem por mando de campo, adquirida por uma campanha melhor. Em caso de um clube do interior estar envolvido nessas finais, onera e inviabiliza a ida de muitos torcedores a Natal. Tal medida beneficia, claramente, os clubes da capital. Custo a acreditar que o interior, com maioria esmagadora, se cale a respeito.

Por outro lado, entendo como uma decisão acertada no novo regulamento, é a exigência de o mínimo de cinco jogadores de até 22 anos entre os relacionados para uma partida. Dá sentido a investimentos na base e reduz o custo com os elencos.

Por fim, também vejo como positiva, a decisão de que o rebaixamento ocorra somente no fim do segundo turno. Isso significa manutenção de emprego de vários profissionais, entre jogadores e comissão técnica, além de oportunidade de recuperação na competição. Antes, um clube fechava suas portas com pouco mais de um mês de atividade. Era um absurdo.

Jaílson deu exemplo de humildade e um chute na soberba da classe

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Por ser um crítico ferrenho da arbitragem nacional, não poderia deixar passar o caso do árbitro baiano Jaílson Macedo, ao voltar atrás na expulsão do lateral Egídio, do Palmeiras, contra o Chapecoense, há uma semana.

Enfrentou, pela decisão tomada, uma enxurrada de críticas. Argumentam que um erro não justifica outro. Vou na direção oposta e pergunto: que outro erro? Só vi o primeiro, da expulsão equivocada. E ela foi corrigida a tempo.

Na minha visão, Jaílson deu uma aula de humildade e responsabilidade ao corrigir um erro inicial crasso. Anulou a vergonhosa prática da soberba, típica dos nossos árbitros, ou do “já que tá dentro, deixa”.

Não levo em consideração aqui a dúvida sobre possível interferência externa, como se cogitou (mas não se confirmou), sobre eventual uso da tecnologia, que pra mim é a saída para reduzir os erros. Falo sobre a consciência de um profissional que zela por sua imagem e fez o que tinha que fazer. Merece meu respeito pela humildade e coragem, por isso tiro o chapéu para Jaílson.

Arbitragem x TV: o bicho vai pegar

A Anaf, Associação dos Árbitros de Futebol, ingressou na justiça para proibir a Globo de exibir a imagem dos árbitros durante as partidas do Brasileiro.

A fúria reside no fato de a categoria não receber Direito de Arena, como os jogadores, o que intensificou-se depois que a presidente Dilma retirou item da Medida Provisória 671 que repassaria ao sindicato dos árbitros, 0,5% do direito de imagem recolhido.

Os árbitros tentam fechar o cerco na luta pelo direito que entendem possuir. Não há futebol sem árbitragem, verdade. Embora, também, ninguém assista futebol na tv ou no estádio, por conta desses controversos personagens. Mas e daí, o que eles têm a ver com isso? Estão, por regra, no espetáculo do mesmo jeito e são expostos tanto quanto os atletas, daí a prerrogativa para o pleito.

Resta saber, caso não se chegue a um acordo, qual técnica e tecnologia serão usadas para se excluir de uma transmissão ao vivo, uma figura que está sempre entrançando entre os personagens principais. Seria uma revolução. Não tem jeito. Alguém vai ter que ceder.

 

Zezinho não, mamãe!

Ouvindo entrevistas dos tricolores do Baraúnas na resenha da Rádio Difusora (1.170kHz), apenas ratifiquei meu pensamento em relação ao que ocorre, sempre de uma nova eleição. Zé Peixeiro, o último presidente de fato, mas não de direito, segundo a própria justiça, foi apenas mais um pego para fechar um buraco que outros haviam feito. Tipo namorado arrumado em cima da hora para casar no lugar daquele que realmente “mexeu” com a mocinha.

Pois bem. Agora, aqueles que o botaram não o querem mais. Os mais frequentes querem mudar o estatuto para evitar que Zé Peixeiro, outrora escolhido, ouse ao menos se aproximar da Toca do Leão. Vida que segue. Seu pecado? Zé, como Izabel Montenegro e como Eudes Machado, depois que entendeu a mecânica da coisa, não quis mais bancar o boneco de Olinda e optou em ter vida própria na administração, o que desagradou a quem normalmente dita as regras nos bastidores. Agora é esperar para ver quem será o boi de piranha, ou em termos mais populares, quem será o próximo Zé a ser pego para Mané.

Torcedores da esperança

Próximo de mais uma eleição, o Potiguar parece destinado a recolocar Benjamim Machado na cadeira de Presidente Executivo, o que nunca será novidade, pois que sempre foi um soldado à disposição para a luta. Ocorre que no seio da torcida, e da própria diretoria, ainda há aqueles que se alimentam da possibilidade de permanência de Jorge do Rosário. Até aqui, ele parece reticente à proposta.

Essa reação da torcida – já comentei- é reflexo da imagem de seriedade transmitida e espírito empreendedor revelado por Jorge que deixou o clube sob a perspectiva da estruturação e crescimento. E esse fato, para aqueles que enxergam o clube bem além do próximo Estadual, parece ter mais peso que um ou outro título de campo. O CT, por exemplo, é ostentado pela torcida como maior conquista, bem mais até que o bicampeonato. Ocorre que os alvirrubros sentem que seu clube, mesmo ante alguns tropeços, está pegando o jeito, mas que para consolidar-se precisa da continuidade de um trabalho que vem dando certo, graças a uma mentalidade administrativa que proporcionou, no mínimo a recuperação de sua autoestima. Isso é o começo.

Nessa escassez de novos e promissores dirigentes, Jorge do Rosário é encarado pelos alvirrubros como um achado. A tentativa de demovê-lo da ideia de deixar o clube se justifica pelo temor da quebra dessa sequência administrativa lançar o Potiguar novamente no caminho das incertezas, como num passado recente.

ACDP: será que agora vai?

O Potiguar parece decidido a dar um destino útil a sede social do clube, a velha ACDP. Para isso, o Conselho Deliberativo está convocando assembleia para quarta-feira (9), no Nogueirão, quando tratará da venda ou permuta do imóvel.

Encravada no centro da cidade, a velha ACDP apenas se deteriora, gera dívidas e o clube quase não serve ao clube. Cheia de sócios/donos que não pagam nenhuma mensalidade, portanto não contribuem em nada para sua manutenção, ela acaba sendo um fardo para quem, de verdade, vive o Potiguar.

Lembro que o ex-presidente alvirrubro, Stênio Max, já havia tentado o mesmo caminho, mas por motivos que desconheço, fracassou. Tomara que desta vez, determinados a escrever uma nova história e desnudos do receio de desagradar uma ou outra figura que tenha sido Potiguar no passado, mas que já abandou o clube há décadas, os atuais dirigentes consigam exorcizar, de vez, o fantasma de um tempo perdido.

Já passou da hora de quem realmente investe no clube, posicionar-se e transformar o velho problema em solução.

Passaram o rodo no Flu

Vi e revi todos os lances polêmicos envolvendo a arbitragem da rodada deste meio de semana, do Brasileirão, Série A.

 

Há erros decisivos nos jogos  Ponte Preta x Cruzeiro, Corinthians x Fluminense e Goiás x Palmeiras. Em Atlético-MG x Atlético-PR, o pênalti marcado para o clube paranaense, que decretou sua vitória por 1×0, divide opiniões. Nos demais parece haver uma unanimidade. Ah, antes que alguém recorra ao pensamento de Nélson Rodrigues, de que toda unanimidade é burra, vou discordar. É que pegaram a frase ao pé da letra e deram outra interpretação.

Mas voltando aos lances, me parece claro que o mais cabeludo foi aquele em que foi protagonista o xará Fábio Pereira, auxiliar na partida Corínthians 2×0 Fluminense. Ele anulou o gol legítimo do atacante Cícero, do Tricolor, alegando impedimento. A partida estava 1×0 e aquele seria o empate, o que poderia mudar a história do jogo.

A condição que o zagueiro do Timão dava ao atacante do time carioca, era quilométrica. Não havia chance de um auxiliar atento, bem preparado, cair naquele erro. Mas Fábio caiu.

Coincidência ou não, foi, mais uma vez, um erro que beneficiou o bom time do Corínthians, que agora abre sete pontos de vantagem sobre o Atlético Mineiro. E o Flu, coitado, viu a chance de voltar ao G-4 ir embora no errôneo tremular da bandeirinha do auxiliar.

Os alvinegros dirão que não tem nada a ver com isso, o que é verdade. Mas, também, vai reclamar uma eternidade a nação tricolor, também coberta de razão. E o auxiliar vai, no máximo, passar por uma reciclagem e logo volta sem a garantia de que não cometerá tais equívocos novamente. Pior ainda para o futebol e a imagem da arbitragem nacional, em declínio quase crônico. Tecnologia já.

Por que a punição é só para quem menos erra?

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Não está fácil assistir a um jogo do Campeonato Brasileiro, seja qual for a série, sem se estressar com quem menos deveria aparecer, mas que no fim é quem mais é notado, a arbitragem.

E parece que tudo piorou depois da orientação da Comissão Nacional de Arbitragem de reduzir a tolerância em relação às reclamações dos jogadores. Olhou feio, cartão.

Ah, tá. Mas e a tolerância quanto aos erros, cada vez mais frequentes e decisivos da arbitragem que aumentam a cada rodada? Quem os punirá, de verdade?

O corporativismo parece que impera nessa questão. Jogador reclamar é desumano e passivo de amarelo e até vermelho, mas o erro é prerrogativa humana e exclusiva do árbitro. Vale o perdão e garantia de escalação para as rodadas seguintes.

O recurso do cartão virou arma para se inverter valores, tirando o foco dos erros, muitos deles grotescos, da arbitragem. Amarelar ou expulsar é mais fácil que marcar uma falta, um impedimento, anular ou validar um gol. Ou seja, melhor punir por conta da reclamação de quem está carregado de adrenalina e se sente prejudicado, que cumprir a própria obrigação de marcar o que é correto.

Deve-se punir na mesma proporção, ou até maior, a arbitragem que interferir no destino de uma partida. E não venham com esse papo de que se isso ocorrer, os árbitros entrarão pressionados e correm risco de errarem ainda mais. E é só ele? Os jogadores não entram pressionados pelo resultado? A diferença é que jogador e o treinador perdem o emprego por um resultado ruim, mas um arbitragem geralmente dá em nada.

Sou cada vez mais convicto de que a tecnologia deve ser adotada no futebol como forma de auxiliar e fiscalizar atitudes de árbitros despreparados, intencionais ou não. Não é de hoje que penso assim.

Chega de entregar exclusivamente a um, ou três seres humanos passivos de erros, mas que se acham Deuses a partir do uso de expressões faciais carrancudas intimidadoras, comportamento prepotente, um apito e dois cartões, todo o poder de mudar o resultado justo de um jogo.

Digo sempre que o árbitro de futebol é um peladeiro frustrado que não conseguiu se profissionalizar, mas insistiu em estar dentro do jogo e que, por isso, muitas vezes descarrega sua frustração nos atletas por não ter seu nome gritado por uma multidão. Não da forma que gostaria.

É impressionante o poder que se confere e essa figura que nem de profissional podemos classificar, pois perante a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), não é, mas que pode, sem ser contestado, prejudicar centenas de profissionais com suas decisões. E o pior, que nesse campo, não se admite contestação. No Direito, se recorre de decisões de juízes, mas no futebol eles são supremos e extremos.

Que seja utopia, mas vou continuar sonhando com a chegada desse dia. Aí não serão pelas fórmulas de campeonatos, mas por uma arbitragem com erros beirando o 0% que diremos sobre a justiça de um verdadeiro vencedor.

Estão matando o gramado do Nogueirão

Quem tem ido ao Nogueirão ultimamente, é testemunha da tristeza que transmite o visual do gramado.

Ele não lembra em nada aquele do início do ano, quando estava sob os cuidados de Francisco Brás, presidente da LDM.

Hoje, o verde só é visto quando algum time tem essa cor em seu uniforme. É um amarelão sem tamanho.

O uso indiscriminado daquele espaço tem gerado o cenário desolador. As atividades constantes não deixam espaço para a grama respirar e os esforços da administração do estádio para irrigá-lo, mesmo com escassez de água, acabam nulos. Treinos do Mossoró (sub-19 e profissional) e até bem pouco tempo do Potiguar sub-19, são rotina. Some-se a isso os jogos dos campeonatos de base da Liga, do Estadual Sub-19, Segunda Divisão e Campeonato da Prefeitura.

Como se não bastasse, ainda submeteram o já sofrido gramado aos jogos do Jern’s, pela manhã e tarde. Para esse caso, como era de costume, havia o campo do IFRN como opção, mas o capricho de algum sábio gestor mandou para o Nogueirão mais essa carga.

Alguém precisa avisar a esse povo que aquilo é grama viva, e não sintética. Tudo que é vivo precisa ser alimentado, tratado e ter repouso, senão morre. Esse é o zelo que o patrimônio do povo merece?

Não é um Pokemon qualquer

De repente, o nome da moda é Yago Pikachu, bom lateral e com traços de artilheiro que veste a camisa do Paysandu. Até lembrança de seu nome para a seleção, já se ouve, até porque há uma escassez de especialistas competentes e com características modernas no nosso futebol, como as dele. Mas a reboque, também ecoam os gritos debochados. Por que? Simples. Não respira os ares do sul maravilha.

Estivesse em qualquer clube carioca, paulista, gaúcho ou mineiro, seria facilmente lembrado por Dunga e a maioria da imprensa. Não estou forçando uma convocação mas, por tanta peça sem encaixe que é chamada para a amarelinha, por que não? Como dizia um comercial, experimenta!!! O que temos a perder?

As histórias de sucesso possuem necessariamente, doses de oportunidade. Mas tem que ser pra valer. Não falo de chamar para um amistoso na Indonésia, deixar o cara no banco, ou botar pra jogar nove minutos para depois dizer: “Pronto, já deu”. Em resumo, o preconceito que divide o Brasil em dois, ainda rola redondo como uma bola, até no futebol.

Sobre o F9

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