Qual o milagre?

Como o Ginásio Pedro Ciarlini, sem sediar jogos há anos devido ter sido interditado pelo Corpo de Bombeiros, e sem passar por nenhuma reforma recente para corrigir seus problemas, é liberado para festas juninas? Querendo o mesmo direito de uso, os esportistas de várias modalidades querem saber o santo e o milagre.

Então, os amantes de esportes, praticantes ou apenas espectadores, devem agradecer aos milagres juninos pela liberação do Pedro Ciarlini. Depois das festas, teremos aquele equipamento reaberto para a prática esportiva. Pelo menos, assim manda a lógica. Ou não?

Quem paga a conta?

Depois de adiar o início do Campeonato Sub-19, a Federação Norte-riograndense de Futebol (FNF) resolveu adiar, também, a largada da 2ª divisão do Campeonato Potiguar para 22 de julho. O primeiro reflexo já apareceu. Sem uma competição a curto prazo a disputar, nem condições, por falta de recursos, de manter seu elenco apenas treinando por dois meses, o Mossoró Esporte Clube suspendeu suas atividades na sexta-feira passada (12), e só retorna no dia 10 de julho. Uma decisão que não cabe contestação. Cada um sabe onde o sapato aperta. A gente, que tanto fala em planejamento, dessa vez não pode atribuir o erro ao clube. Não bastasse a falta de premiação em dinheiro em suas competições, A FNF, que deveria facilitar a vida de seus filiados, cumpre o papel inverso, onerando-os. A mudança repentina no calendário pode comprometer até os planos do clube, pois passa a correr o risco de perder os jogadores com os quais já estava acertado. A menor competição do mundo, com apenas quatro equipes, a divisão de acesso potiguar parece mesmo coisa de segunda.

A prova é contínua

Muito ouço, desde sempre, jogador A ou B falando após uma boa apresentação particular, e geralmente após marcar gol, que não tem mais nada a provar a ninguém. Se observamos a história construída, sim, pois já se edificou uma imagem sobre suas qualidades técnicas, positivas ou negativas. A história não se apaga, mas ela continua sendo escrita. Geralmente, o “não tenho mais nada a provar” vem antecedido por momentos ruins que resultam em cobranças. Uma boa apresentação dá a sensação de auto afirmação e um ar de soberba ao atleta. Se sente intocável nesse momento. Quase Deus. Mas repito. Ninguém está questionando a história, mas o momento. Ninguém é, ou não deveria ser contratado no futebol apenas pela história. Futebol é momento. Então, provar estar bem é um exercício constante para justificar a titularidade e até um novo contrato. É a manutenção da confiança do dirigente e da torcida, provando que há uma relação custo benefício compensatória. Por isso, sempre que um atleta diz não ter mais nada a mostrar, é porque está sendo cobrado e provavelmente seja exatamente o momento em que mais deva provas.

A reversão da reversão

Semana passada, falamos sobre a insatisfação da direção da Liga Desportiva Mossoroense (LDM) pelo não cumprimento da Prefeitura do acordo firmado quando da municipalização do estádio Nogueirão. O custo do tratamento do gramado e os campeonatos de base, com pagamento de arbitragem, bolas e uniformes continuam sendo bancados pela entidade, sendo maior parte do desembolso via recursos particulares de seu presidente, Francisco Brás. Pior. A dívida trabalhista com dois funcionários, que levou a Justiça a penhorar o estádio, e que deveria ser assumida pela Prefeitura, continua sendo cobrada da Liga. A Justiça não esqueceu e o Nogueirão ainda pode ir à leilão. Ou seja, a Liga, mesmo sem receita, continua com parte das contas, só que agora, sem estádio para negociar uma saída. Em face dessa presença apenas virtual da Prefeitura à frente do Nogueirão, a LDM já cogita pedir o estádio de volta. Tenho a informação de que nos bastidores, a entidade já se move e busca orientação jurídica para pavimentar a reversão. Motivos e justificativas não faltariam. Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

Presidente do Potiguar defende a criação da Liga do Interior

Jorge do Rosário, presidente do Potiguar (Foto: Marcelo Diaz)

Jorge do Rosário, presidente do Potiguar (Foto: Marcelo Diaz)

O presidente do Potiguar, Jorge do Rosário, defende a criação de uma Liga do Interior na tentativa de se buscar melhorias para os times dessa região.

O dirigente afirma que por enquanto é “apenas uma ideia”, mas espera que a proposta ganhe força a partir do envolvimento de outros dirigentes de clubes do futebol interior.

“Ano passado eu falei sobre isso (Liga do Interior) com o presidente do Globo e comentei esse ano com algumas pessoas. De momento, é apenas uma ideia, mas dependendo do envolvimento, da adesão dos times, essa proposta poderá ser colocada em prática”, disse Rosário.

Segundo o dirigente, há várias situações para colocar na mesa para discussão e somente com união e comprometimento dos dirigentes será possível atingir os objetivos traçados.   

Uma dessas situações mencionadas por Jorge diz a respeito de uma segunda competição ao ano. Atualmente, a Federação só disponibiliza de uma – o Campeonato Estadual –, permitindo infelizmente a sazonalidade para várias equipes. Com isso, a entidade infringe o Estatuto do Torcedor, que determina à gestora de futebol a realização de eventos para garantir pelo menos oito meses de atividades para os clubes.

A Liga do Interior, sendo instituída, lutaria justamente para preencher essa lacuna.

“Lembro que há mais ou menos 15 anos tivemos um campeonato envolvendo times daqui do Rio Grande do Norte e lá do Ceará. Tivemos bons resultados. Hoje, não temos uma competição como essa”, reclamou.

O campeonato que Jorge se refere foi à Copa RN/CE realizada no ano de 2000 e que foi organizada por dois veículos de comunicação – Gazeta do Oeste e Rádio Difusora. O evento teve a chancela das federações do Ceará e do Rio Grande do Norte e foi considerado sucesso de critica e de público. Potiguar e Uniclinic/CE foram um dos participantes e aproveitaram a Copa como preparação para a Série C do Campeonato Brasileiro daquele mesmo ano.

Outra função da Liga do Interior seria pressionar a Federação para informar com antecedência sobre cotas advindas de seus parceiros. “Como a Federação diz que ajuda os clubes, seria importante que ela anunciasse esses valores para que os times possam se programar e definir um planejamento para o campeonato”, argumentou o presidente alvirrubro.

Outra proposta da Liga do Interior defendida por Jorge seria o retorno a discussão quanto à fórmula de disputa do Campeonato Estadual. Ultimamente, a Federação vem “ditando o ritmo”, chegando com o sistema já praticamente pronto, sem dá vez e voz aos filiados do interior.

Este ano, o campeonato foi disputado por sistema de pontos corridos em duas etapas. Essa formula contempla o clube que possui maior poder de investimento, no caso os times da capital. Jorge defende o resgate da competição com fases semifinal e final.

“Podemos dizer que o sistema de pontos corridos é uma forma justa – se é que existe justiça no futebol –, mas não podemos desprezar o tradicional modelo contemplando semifinal e final, as fases decisivas de um ‘mata-mata’. Com ele, o campeonato ganha em rentabilidade e emoção”, disse.

Indagado se irá procurar os dirigentes para iniciar a discussão sobre a criação da Liga do Interior, o presidente do Potiguar disse que “de momento, ainda não” devido seus afazeres, mas pretende em breve iniciar o movimento. Em novembro, ele deixa a presidência do Potiguar, mas garantiu que isso não impede seu envolvimento com a possível liga independente.

Fonte: Marcos Santos/Jornal De Fato

Ex-técnico de Potiguar e América é demitido no Maranhão

Oliveira Canindé perdeu a final do maranhaense e o cargo no Sampaio Correa. (Foto: Sampaio Correa/Divulgação)

Oliveira Canindé perdeu a final do maranhaense e o cargo no Sampaio Correa. (Foto: Sampaio Correa/Divulgação)

A perda do título estadual para o Imperatriz representou o fim da linha para o técnico Oliveira Canindé, à frente do Sampaio Correa.

Nesta segunda-feira (4), após longa reunião com o presidente do clube, Sérgio Frota, Oliveira, que já treinou no Rio Grande do Norte as equipes do Potiguar e América de Natal, acabou demitido do cargo.

Em 20 jogos no comando da “Bolívia Querida”, o treinador obteve nove vitórias, oito empates e apenas três derrotas.

Apesar de números favoráveis, devido a forma de jogar da equipe, o treinador nunca foi unanimidade à frente do clube maranhense, sendo que a perda do título estadual no fim de semana que passou, foi a gota d´água.

A diretoria do clube espera anunciar nesta terça-feira (5), o nome do substituto de Oliveira Canindé. Itamar Schulle, campeão paranaense com o Operário, da cidade de Ponta Grossa, é o mais cotado, embora o presidente Sérgio Frota afirme que há outras possibilidades.

Mal terminou o Campeonato Maranhense, o Sampaio Correa já tem pela frente uma sequência de dois jogos importantes, fora de São Luis-MA. No sábado (16), o clube estreia no Campeonato Brasileiro da Série B, em Salvador, contra o Vitória. Já na quarta-feira (20), viaja até São Paulo para enfrentar o Palmeiras, em jogo de decide sua sorte na Copa do Brasil.

Fábio Oliveira/F9.net.br

Veja o gol do título do América sobre o ABC

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