América Futebol Clube – alvirrubro de tantas tradições no nosso estado

Hoje destacaremos outro tradicional e centenário clube do nosso estado, o América Futebol Clube, detentor de uma imensa e apaixonada torcida.

O alvirrubro teve a sua fundação no dia 14 de julho de 1915, tendo como local uma residência construída na Avenida Rio Branco, ocupada pela tradicional família Coelho.

Após os contatos iniciais, visando criar um novo clube na nossa capital, coube ao sr. Manoel Coelho Filho, um dos residentes no referido local, participar da primeira diretoria do América, que teve como presidente o sr. Getúlio Soares, amazonense nadador do Centro Náutico.

A ideia do nome se deu em virtude do América carioca, clube de destaque, inclusive na conquista dos campeonatos de 1913 e 1916, que contava com um grande número de torcedores em Natal-RN. Daí a denominação, as cores vermelha e branca, a bandeira e, por fim, o escudo.

Na época, poucos atletas do clube recém-fundado dispunham de condições financeiras para a aquisição do material esportivo, bem como as mensalidades arrecadadas, não atendiam as despesas essenciais.

O benemérito do clube, sr. Aguinaldo Tinoco, tomou a iniciativa de arcar com os compromissos financeiros do alvirrubro. Integrou o plantel, na condição de zagueiro e destaco capitão, contagiando, a cada jogo, os demais companheiros com a sua tenacidade e entusiasmo.

Outro benemérito de destaque foi o sr. Orestes Silva, que chegou inclusive a efetuar a doação do terreno onde atualmente acha-se construída a sede, na Rua Rodrigues Alves, em nossa capital.

Na sua fase inicial, o América realizava suas reuniões no quintal da residência do juiz Homem de Siqueira, localizada na Rua Vigário Bartolomeu, com saída para o Beco da Lama. Os filhos do mesmo, Carlos e Oscar, além de fundadores, eram atletas e baluartes do alvirrubro.

Com a dissolução da Liga Natalense de Futebol, no ano de 1925, os clubes a mesma filiados experimentaram um período de marasmo, todavia, um destacado atleta do América, Renato Guimarães Wanderley, enfrentou a crise, e a partir de 1926 começou a promover jogos fora de Natal-RN. Várias partidas foram realizadas nas cidades de Ceará Mirim, Nova Cruz e Mossoró.

O primeiro jogo disputado de forma oficial pelo América no ano de 1916 foi marcado pelo sensacionalismo. Derrotou o Atheneu pelo placar de vinte e dois tentos a zero, cabendo ao ponta-direita Napoleão Soares assinalar nada menos que onze gols.

Na próxima edição, ainda sobre os clubes de nossa capital, destacaremos o Alecrim Futebol Clube.

 

ABC Futebol Clube

 

Em nosso passeio pela história do futebol potiguar, nesta edição destacamos o centenário ABC Futebol Clube de nossa capital, relatando um pouco de sua gloriosa trajetória.

A denominação ABC deve-se ao tratado envolvendo Argentina, Brasil e Chile, que tinha por finalidade maior a solução pacífica de controvérsias internacionais, cujo documento foi assinado em Buenos Aires, no ano de 1915.

Portanto, a ideia para o nome do clube a ser fundado foi abraçada pelos desportistas natalenses Avelino Freire Filho (Lili), José Paes Barreto, Eneas Reis (presidente da Associação dos Escoteiros de Mossoró, que havia transferido sua residência para Natal-RN), Solon Aranha (também desportista que residiu em nossa cidade), Manoel Avelino do Amaral, José Potiguar Pinheiro, Artur Veiga e outros jovens que frequentavam o destacado bairro da Ribeira, que sequenciaram os contatos iniciais para a concretização do pleito.

A fundação do alvinegro ocorreu na residência do Cel. Avelino Alves Freire, um grande chalé construído na Avenida Rio Branco, na parte posterior do antigo Teatro Carlos Gomes, mais precisamente no dia 29 de junho do citado ano. Foi escolhido para presidir o ABC, João Emílio Freire, filho do proprietário da citada residência.

No aspecto financeiro, a nossa agremiação não alegou problemas para tocar a ideia, devido às adesões de comerciantes estabelecidos no bairro anteriormente mencionado. A própria torcida participava de forma decisiva na manutenção do elenco.

O formato da camisa, a princípio foi copiado do Botafogo de Futebol e Regatas, do Rio de Janeiro-RJ, com listras verticais, o que empolgou os torcedores do glorioso alvinegro da Rua General Severiano, que residiam na nossa capital.

Antes mesmo do início do primeiro campeonato municipal de futebol, o ABC realizou o histórico jogo interestadual diante do Santa Cruz de Recife, tendo como palco o antigo campo da praça Pedro Velho. A seguir, retribuiu a visita do clube pernambucano, viajando no vapor Cururupu, até a Veneza brasileira.

O torcedor abecedista jamais esquece a participação do eterno presidente Vicente Farache, que costumava investir com recursos próprios, visando manter o alvinegro em posição de destaque no cenário esportivo do Rio Grande do Norte.

Na próxima edição, será a vez de focalizarmos o América natalense.

Gesso Esporte Clube

Nesta edição, dando sequência ao registro dos clubes que integraram o quadro de filiados da Liga Desportiva Mossoroense (LDM), abordaremos a respeito do Gesso Esporte Clube, que teve uma presença não muito prolongada na divisão de elite do nosso futebol.

O seu surgimento aconteceu no ano de 1963, oportunidade em que participou da segunda divisão do nosso futebol, fazendo uma boa campanha, inclusive conquistando o direito de participar da divisão principal do ano seguinte.

O idealizador da fundação do Gesso foi o desportista e ex-atleta Dudeca, que se tornou ainda o primeiro treinador do tricolor desde a sua permanência na divisão de acesso. Profundo conhecedor dos segredos existentes no futebol, soube estruturar a equipe, mesclando-a com atletas experientes, que haviam atuado nos clubes intermediários do futebol local, a exemplo da Chaleira, Vaval, Leônidas, Resma, Dedé, Marreta, dentre tantos que contribuíram para o bom nome do desporto da terra de Santa Luzia.

Por ocasião da realização do Torneio Início, realizado pela LDM, no dia 12 de julho de 1964, nas dependências do estádio da Rua Benjamim Constant, atual sede do Serviço Social da Indústria – SESI, o Gesso, na primeira partida, derrotou o Cid pelo placar de três tentos a zero, resultado que o classificou para o segundo jogo diante do Salinista, sendo derrotado por três tentos a dois.

O primeiro amistoso disputado pelo Gesso aconteceu no dia 31 de maio de 1964, diante do Cid, acontecendo ao final da partida, o empate em três tentos. O resultado motivou acerto do segundo amistoso, desta feita enfrentando o então Esporte Clube Baraúnas, quando experimentou o placar adverso por três tentos a um.

Durante a sua permanência no campeonato local de futebol, em 1964, o Gesso contou com esta formação-base: Chaleira; Pitoco, Vaval, Luiz e Pedrão; Zeca e Seutonho; Pedrinho, Eleutério, Resma e Marreta.

Como peças de reposição, o tricolor inscreveu os seguintes atletas: Negro cão, Arnaldo, Leônidas, Vicente, Dedé, Dão e Garrincha, jogadores que integraram o seu plantel, por ocasião dos jogos realizados na divisão de acesso.

Não obtendo uma classificação que motivasse a diretoria a permanecer investindo no clube, no dia 21de junho de 1965, foi enviado um ofício a presidência da Liga Desportiva Mossoroense, solicitando o seu licenciamento, não mais retornando às disputas dos eventos patrocinados pela mentora que dirige o futebol local.

Associação CID de Desportos

Associação CID de Desportos

Dando continuidade a nossa pesquisa a respeito dos clubes existentes no cenário esportivo de Mossoró-RN, desde os seus primórdios, é chegado o momento de focalizar a Associação Cid de Desportos, auriverde que representava o populoso bairro dos Pereiros, no início da década passada.

Tendo como abnegado mais destacado o desportista Cosme Braz, excelente técnico de telefonia, que integrava o quadro de funcionários da SERTEL (Serviço Telefônico de Mososró), primeira empresa responsável pelo funcionamento deste tipo de comunicação na cidade, o Cid também se constitui numa agremiação que revelou excelentes craques para os chamados grandes clubes da terra de Santa Luzia.

A ideia da denominação do clube deu-se numa justa homenagem ao jovem Cid, filho do então prefeito da cidade, Jerônimo Vingt Rosado Maia, falecido no dia 4 de abril de 1957, com a terna idade de sete anos.

A estreia do clube amarelo e verde (predominância do seu uniforme de jogo) aconteceu na tarde de 22 de abril de 1960, no então estádio da Rua Benjamim Constant, em partida válida pelo campeonato da cidade, patrocinado pela L.D.M, diante do Potiguar, sendo derrotado pelo placar de seis tentos a um, cuja súmula, a seguir registramos. Cid: – Neném; Miro e Luiz; Altevir, Zé Pinheiro e Antônio Pirão; João, Manoel (Edmílson), Queixinho, Tonho e Pedro. Potiguar: – Romildo Nunes; Sitonho e Walney; Edílson, Tino e Pedrão; Toinho, Caluca, Miranda, Nonato e Zé Maria. Os gols da partida foram assinalados por intermédio de Pedrão (contra), para o Cid, cabendo a Miranda, por quatro vezes, Caluca e Zé Maria, os tentos do quadro principal. Árbitro do encontro: Alberto Mendes de Freitas, assistido nas bandeiradas por Manoel Leonel e Zuca Severiano. Renda: Cr$ 3.900,00 (cruzeiros).

A direção técnica do Cid esteve por vários anos confiada a Haroldo Vitorino, um estudioso do futebol, e que prestou relevantes serviços ao auriverde dos Pereiros.

Na temporada de 1961, o Cid contou com esta formação-base: Dedé; Miro e Celso; Zeca, Toinho e Antônio Pirão; Simeão, Zé Maria, Louro, Mucuim e Edmílson.

Já em 1962, o nosso focalizado utilizou esta onzena: Itamar; Ruído, Miro e Zaídem. Raimundo e Pinta; Chico Verde, Manoel, Caleca, Zé Maria e Simeão.

Por fim, em 1966, último ano de sua permanência no nosso futebol, foi a seguinte a sua formação: Moacir; Queixinho, Mavinier, Xexéo e Feijão; Pinta e Zeca; Dedé, Vermelho, Cooperativa e Diomedes.

Na edição do próximo domingo abordaremos sobre a equipe do Gesso Futebol Clube.

Esporte Clube Baraúnas

Esporte Clube Baraúnas

Revendo o nosso arquivo particular, deparamo-nos com várias anotações que nos permite efetuar o registro do Baraúnas como clube de futebol, na terra que tem como excelsa padroeira, a virgem mártir Siracusa, Santa Luzia.

A marca Baraúnas é propagada em nossa cidade desde o não de 1924, oportunidade em que o Sr. Vicente Eufrásio, destacado folião local, inseriu o bloco carnavalesco em homenagem ao cacique da tribo monxorós, que habitava as margens do rio que banha Mossoró, que tinha a alcunha de Baraúna.

Tendo em vista a indiscutível rivalidade existente entre os blocos da folia, Baraúnas e Salinista, nos dias dedicados a momo, e sabendo que a rivalidade maior nas quatro linhas do estádio da Rua Benjamim Constant, se dava através de Salinista (clube de futebol) versus Potiguar, coube ao presidente da Liga Desportiva Mossoroense (LDM), Prof. Manoel Leonardo Nogueira, a ideia de convencer os dirigentes do clube carnavalesco Baraúnas, para representar o populoso bairro Doze Anos, na condição de clube de futebol para reforçar a hegemonia do esporte local.

Para tal finalidade, foi marcada uma reunião na sede social do Centro dos Artistas, que cedia suas dependências para os bailes de carnaval ao Baraúnas, onde foi discutida e aprovada a fundação do então Esporte Clube Baraúnas, na memorável noite de 14 de janeiro de 1960.

A mesma se fizeram presentes os desportistas Alberto Mendes de Freitas (árbitro de futebol e responsável pela elaboração do primeiro estatuto do novo clube), Expedito Mariano de Azevedo (vereador Expedito Bolão), Francisco Martins de Medeiros (Chico-Geraldo), Francisco Noberto da Silva, José Raimundo Nogueira (Zé Cabeça), Manoel Marinho Guimarães, Manoel Sebastião Fernandes Pedrosa, Raimundo Dantas (Renê), e Zoívo Barbosa de Menezes (primeiro técnico do clube).

Aprovada a ideia, foi de imediato indicada, votada e escolhida por unanimidade, a sua primeira diretoria, a saber: presidente? Francisco Martins de Medeiros; vice-presidente: – Francisco Noberto da Silva; tesoureiro: – Manoel Sebastião Fernandes Pedrosa; secretário: – Manoel Marinho Guimarães.

A primeira formação do Baraúnas foi a seguinte: Xavier; Necildo e Baterista; Isaías, Tino e Antônio Eugênio; Célio, Miranda, Renê, Caluca e Aldecir Cardoso. Esta onzena atuou no dia 27 de março de 1960, em jogo amistoso diante do Salinista, cujo placar foi de dois a um, favorável ao tricolor do bairro São José.

Voltaremos no próximo domingo com o registro de dados que focalizam o Cid de Desportos.

 

Fluminense Futebol Clube

Fluminense Futebol Clube

Nesta edição registramos a presença de mais um clube que marcou época no nosso futebol, no caso o Fluminense do populoso bairro Lagoa do Mato, certamente a agremiação que mais revelou craques para os chamados grandes clubes locais, a exemplo de Lupércio, Altevir, Airton, Arandir, Luiz Soares, Ananias, apenas para citar alguns deles.

O tricolor da Lagoa do Mato teve o seu batismo no estádio da Rua Benjamim Constant, exatamente no dia 16 de junho de 1960, por ocasião do amistoso de apresentação ao nosso desportista, diante do Potiguar, cujo placar final apontou vitória do quadro príncipe por sete tentos a cinco, gols marcados através de Caluca, três vezes, Miranda, Nonato, Valdir e Toinho, cobrando uma penalidade máxima, para o Potiguar, cabendo a Leca, duas vezes, Nelzinho, Vilson e Ibiapino, descontar para o Fluminense.

O inolvidável patrono do tricolor da Lagoa do Mato foi o desportista Manoel Soares Nogueira (Nelzinho de Zeca), que, além de presidente, exercia as funções de técnico, atleta, representante junto a LDM, olheiro e principal investidor do clube, durante toda a sua existência.

De forma oficial, o tricolor fez a sua estreia no campeonato municipal de futebol no dia 24 de julho de 1960, quando na nossa principal praça de esportes, derrotou o CID pelo placar de quatro tentos a três, cuja súmula a seguir registramos. Fluminense: Vicente; Boêmio e Dilson; Borrego, Birrinho e Chinês; Leoa, Milton, Nelzinho (o presidente do clube), Pinta e Moto (Chico pequeno), Cid; Feio; Miro e Queixinho; Edmilson, Zé Pinheiro e Altevir; Nerivaldo (Manoel), Elias, Pedro, Paulo e Antônio Pirão. Os gols da partida foram assinalados através de Milton, em três oportunidades, e Nelzinho, para o Fluminense, cabendo a Pedro, duas vezes, e Antônio Pirão, descontar para o Cid. Árbitro do jogo: Maurício Lacerda de Assis, assistido nas bandeiradas por Francisco Batista Soares e Manoel Leonel. Renda: Cr$ 2.560,00 (cruzeiros, à época).

Em 4 de setembro de 1960, o Fluminense disputou o seu primeiro amistoso interestadual, diante do Salgado da Gama-CE. Observe as formações das duas equipes. Fluminense: Romildo Nunes; Dilson e Mimi; Aranha, Birringo e Ibiapino; Ribamar, Milton, Nelzinho, Isaías e Leoa. Salgado da Gama-CE: Zé Airton; Alexandre e Zé da Senhora; Sérgio, Edilson e Dico; Zezinho, Hélio, Tetéo, Valdir e Garrincha.

A despedida do Fluminense Futebol Clube da sua torcida aconteceu no dia 3 de agosto de 1972, no Estádio Manoel Leonardo Nogueira, após ser derrotado pelo Baraúnas pela contagem mínima. O Fluminense atuou com esta formação: Alderi; Washington, Tião, Dimas e Chico; Silva e Gaspar, Ivinho, Luiz Soares, Inácio e Lorival.

Na próxima edição focalizaremos o Baraúnas. Até lá, com um pouco da história do Leão do Oeste.

Salinista Futebol Clube

Salinista Futebol Clube

No início do ano de um mil novecentos e cinquenta e um, a nossa cidade pôde contar com um novo clube de futebol, que a exemplo dos demais filiados à Liga Desportiva Mossoroense (LDM), representava um populoso bairro local.

Através do Sindicato da Indústria e Extração do Sal, que tinha a sua sede instalada na Rua Wenceslau Braz, bairro São José, surgiu o a ideia da inclusão de uma equipe esportiva, que além de defender o bom nome dos habitantes do mesmo, divulgasse a produção do sal, também denominado de “ouro branco”, além fronteiras.

Assim sendo, surgiu o Salinista Futebol Clube, que teve como fundadores os desportistas Antônio Tenório da Silva, Alfredo Avelino, Raimundo de Almeida Xaxá, Luiz Senhor, Pedro Maciel, João Elias e Diógenes Sales de Oliveira.

Necessário se faz ressaltar que antes de surgir como clube de futebol, o tricolor do sal já se fazia presente, anualmente, no período carnavalesco, através do seu excelente bloco de rua, e que, na maioria das vezes, juntamente com Pimpões, Baraúnas, tribos de índios, dentre outras agremiações, realizaram memoráveis carnavais na Praça Rodolfo Fernandes, denominada de quartel general da folia, como nas suas sedes sociais.

A formação inicial do Salinista, enquanto clube de futebol, foi a seguinte: Moacir, Chico Pretinho e Puô; Zuca, Dandão e Luiz de Mariinha; Carapeba, Cambado, Luiz de Zezinho, Ponteiro e Faísca. Com esta formação, se apresentou pela primeira vez no Stadium Mossoró Limitada, diante do Mossoró, cujo placar final não apontou vencido nem vencedor: zero a zero.

Em 1952, o Tricolor do Sal contava com esta formação: Ivo; Dedilo e Mimi; Ibiapino, Patrocínio e Duíte; Arranha, Lourinho, Nôpa, Turré e Louro (da cidade de Areia Branca-RN). A seguir, licenciou-se da LDM, permanecendo afastado das quatro linhas até 1958, quando retornou com esta onzena titular: Chaleira, Luiz de Mariinha e Puô; Ibiapino, Patrocínio e Duíte; Milagre, Antônio Leoa, Nôpa, Arranha e Lourinho de Otílio.

Conquistou o seu primeiro título de campeão mossoroense de futebol, relativo à temporada de 1960, mais precisamente no dia 29 de janeiro de 1961, oportunidade em que derrotou o Cid pelo placar de dois tentos a um, com esta formação: Alderi; Zé Lorou e Alcides; Zé Domingos, Patrocínio e Duíte; Getúlio, Arranha, Dedé, Ibiapino e Francisquinho.

O Salinista despediu-se oficialmente do nosso futebol no dia 30 de outubro de 1966, oportunidade em que derrotou o Pleno pelo placar de três tentos a um.

Na próxima edição focalizaremos o Fluminense da Lagoa do Mato.

União Esporte Clube

Dando prosseguimento ao registro dos clubes que integraram o futebol mossoroense, é chegado o momento de abordarmos sobre o União Esporte Clube, também denominado pela imprensa esportiva da época como o clube dos brotinhos.

No ano de 1952, desportistas mossoroenses tomaram a iniciativa de fundar uma nova equipe que viesse a somar suas forças às já existentes e filiadas à Liga Desportiva Mossoroense (LDM).

Assim sendo, coube aso abnegados Prof. Joaquim Solon Moura, Francisco Felício de Morais, Augusto Escóssia, Vicente Leão, Prof. Assis Vieira, Prof. Maurílio Ayres, Aldenor Evangelista Nogueira, José Leonardo Nogueira, José Marinho dos Santos, José Calistrato do Nascimento e Antônio Pereira, a iniciativa de fundar o União Esporte Clube.

Visando a contratação de um excelente treinador, a diretoria não mediu esforços para entregar a equipe a Zoívo Barbosa de Menezes, em saudosa memória, nascido no dia 14 de janeiro de 1923, na cidade oestana de Caraúbas-RN, e que iniciou a sua carreira como atleta da equipe suburbana do Cruzeiro do Sul. A seguir, fundou o Doze Futebol Clube, atuando na condição de meia-direita. Iniciou a sua profissão como técnico de futebol, a princípio atuando como auxiliar técnico do União para posteriormente, em 1952, assumir o comando, onde permaneceu até a temporada de 1956, quando recebeu proposta irrecusável do Ypiranga, sendo seu técnico no período de 1959 a 1975, e na condição de fundador do então Esporte Clube Baraúnas, em 14 de janeiro de 1960, ser efetivado como treinador, conquistando o tricampeonato mossoroense de futebol, de 1961 a 1963.

Na temporada de 1952 a equipe do União Esporte Clube teve a seguinte formação: Arnaldo; Calistrato e Etevaldo; Albecir, Jurasca e Dedé; Lolinha, Oto, Miranda, Toinho e Esquerdinha.

Por ocasião da disputa do campeonato municipal de 1953, coube ao União manter a seguinte onzena: Paulo; Calistrato e Moacir; Albecir, Lolinha e Etevaldo; Miguel, Djalma, Miranda, Dedé e Moco.

Já em 1954, o clube dos “brotinhos” participou do certame municipal mossoroense com esta formação: Xavier; Baterista e Calistrato; Bento, Dedé e Zé Moura; Queixinho, Luiz Carlos, Cícero, Etevaldo (agora na verdadeira posição de centroavente) e Esquerdinha.

Em 1955, esta foi a formação base do União: Xavier; Calistrato e Baterista; Jucuri, Luiz Fernandes e Dedé; Juarez, Renato, Tino, Etevaldo e Zé Alves. Concluída a temporada de 1957, o União afastou-se dos gramados, não mais retornando ao quadro de filiados da LDM.

No próximo domingo estaremos de volta, registrando a presença do Salinista no nosso futebol.

 

Ferroviário Esporte Clube, a Cobra Coral

Ferroviário Esporte Clube

Sequenciando a nossa pesquisa a respeito dos clubes que escreveram páginas indeléveis na história do nosso futebol, é chegado o momento de abordar sobre o Ferroviário Esporte Clube, ou a “cobrinha coral”, como é carinhosamente cognominada pela imensa torcida tricolor.

No dia 28 de novembro de 1947 aconteceu a fundação do citado clube, que teve como seu primeiro presidente o destacado comerciante da cidade, senhor Manoel Veras Leite, um dos incansáveis baluartes das causas esportivas da terra de Santa Luzia.

Por ocasião da formação da sua primeira equipe, coube à diretoria do Ferroviário contratar os melhores atletas que existiam em Mossoró-RN, a saber: Jairo; Dalmiro e Dudeca; Rfael, Dandão e Ponteiro; Zequinha Melado, Carapeb, Anemiro, Anacleto e Waldir, cabendo ao excelente treinador Antônio Lauro de Mendonça (Peroba), de saudosa memória, a missão de administrar o esquadrão de aço da Reffsa.

A primeira conquista de um título de campeão mossoroense de futebol aconteceu no ano de 1956, oportunidade em que o Ferrim teve a seguinte formação: Agostinho; Miguel e Dedite; Renato Andrade, Borrego e Milton Cabinho; Mundoca Firmino, Sulina, Bececê, Miranda e Waldir, cabendo ao técnico Francisco de Petro o comando do elenco.

Não encontrando o incentivo necessário para permanecer disputando os certames patrocinados pela Liga Desportiva Mossoroense (LDM), a alta cúpula diretiva do Ferroviário tomou a inciativa de licenciar-se, retornando tão somente no ano de 1963, oportunidade em que voltou a recrutar o que existia de melhor na cidade, com referência aos atletas. Observe a sua formação no citado ano: Alderi; Alcides, Walney, Arranha e Chinês; Arandir e Isaías; Nonõe, Mota, Caluca e Aldecir Cardoso.

Em 1970, ano em que a nossa cidade comemorou festivamente o primeiro centenário de sua fundação, coube ao Ferroviário o inédito título de campeão mossoroense de futebol, contando com esta formação: Pedro Sales; Milagre, Mavinier, Gaudêncio e Xexéo; Josenor e Lima; Lourinho, Nôpa, Mário Jorge e Chiquinho. Técnico da “cobrinha coral”: Sarmento.

Nova conquista de título de campeão veio em 1972, ano em que o Brasil Comemorou o sesquicentenário da sua independência. Portanto, o Ferroviário Esporte Clube tem realmente razão para ser orgulho de sua numerosa torcida.

Atualmente, o Ferroviário participa dos eventos patrocinados pela LDM, sempre revelando novos craques para o desporto local.

Na próxima edição registraremos o União Esporte Clube, também conhecido como clube dos “brotinhos”.

Esporte Clube Potiguar

Esporte Clube Potiguar

Para esta edição, registramos um pouco da história do Esporte Clube Potiguar, sucedido a seguir para a denominação de Associação Desportiva Potiguar, e nos dias atuais, Associação Cultural e Desportiva Potiguar, ou “Time Macho”, como é cognominado pela sua enorme torcida.

A sua fundação deu-se no dia 11 de fevereiro de 1945, através dos seguintes desportistas: José Genildo de Miranda, José Rosas Soares, Manoel Leonardo Nogueira, Calistrato do Nascimento Filho, Carlito Lima Ferreira, Raimundo de Souza Queiroz, Walter Pinheiro Martins, Wilson Leão de Moura, Tércio de Miranda Rosado, José Ferreira da Silva, José Maria Cordeiro, Wilson Dias da Cunha, Francisco Holanda de Oliveira, Raimundo da Rocha Gurgel, Francisco Freire de Vasconcelos, Isaías Nunes Pereira, Francisco Leonardo Nogueira e Raimundo Fernandes Maia.

A primeira formação do alvirrubro foi esta: Maninho Queiroz; Raimundo Queiroz e Dedite; Zé Ferreira, Chico Holanda e Calizinho; Zé Maria, Pedroca, Labruna, Wilson Leão e Wilson Dias.

O batismo do Potiguar como clube de futebol aconteceu diante do Clube Atlético Mossoronse, que foi fundado no dia 18 de janeiro de 1945 pelo desportistas: Luiz Mariano de Azevedo (Luiz Bolão, genitor do confrade Lupércio Luiz de Azevedo, em saudosa memória), Manoel Leonardo Nogueira, dr. Benedito Pereira, Lauro da Escóssia e dr. José Vieira.

Diante da partida do Potiguar, o Atlético teve a seguinte formação: Gerin; Dedite e Mimi; Lolinha, Waldir e Rafael; Antônio de Mundoca, Petro, Surica, Tidão e Dequinha (o maior centro-médio do Flamengo-RJ, em todas as épocas).

A primeira vez que o Potiguar atuou diante de um clube de outro estado ocorreu na cidade de Patos-PB, frente ao Esporte Clube de Patos, campeão estadual e detentor de consagradoras vitórias frente aos grandes clubes de Recife, João Pessoa, Natal, Salvador e até mesmo o São Cristovão-RJ. O Potiguar venceu por um tento a zero, gol marcado através de Dorian Amaral. No citado jogo, o alvirrubro teve esta formação: Romildo Nunes; Sitonho e Mimi; Borrego, Melado e Zezeca; Orlando Ciarlini, Bira, Dorian Amaral, Aurino e Renê Dantas.

O Potiguar é o único clube da cidade a conquistar um pentacampeonato de futebol, no período de 1951 a 1955, além de inúmeros outros títulos, inclusive o de bi-campeão Norte-rio-grandense de Futebol, nos anos de 2004 e 2013.

Este, apenas um resumo da maravilhosa história do Potiguar, clube que representa com muita garra e determinação, o orgulho do futebol mossoroense.

Para a próxima edição, abordaremos sobre o Ferroviário Esporte Clube, a “Cobrinha Coral”.

Sobre o F9

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