Ademir da Guia – o ‘divino’ que marcou para sempre a sua presença no Palmeiras-SP

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O nosso focalizado desta semana é a Sociedade Esportiva Palmeiras-SP, também cognominada de Academia do Futebol Brasileiro, nos seus tempos áureos, teve a sua fundação registrada no dia 26 de agosto de 1914, através de um grupo integrante da colônia italiana, residentes na terra da garoa.

Inicialmente, recebeu a denominação de Palestra Itália, sendo que, nos dois primeiros anos de atividade, funcionou tão somente como uma associação dançante, servindo de local para o congraçamento dos que integravam a laboriosa representação italiana.

Sua primeira participação, como equipe de futebol, ocorreu no ano de 1916, oportunidade em que enfrentou o Mackenzie, tendo conseguido um honroso empate pela contagem mínima.

Buscando o aprimoramento da equipe, os italianos realizavam várias campanhas, entre os seus compatriotas, no intuito de arrecadar recursos financeiros para a manutenção do plantel.

Foi no ano de 1942 que o alviverde conquistou o seu primeiro título de campeão paulista, voltando a repetir a façanha nas temporadas de 1944 e 1947.

Com o surgimento do profissionalismo no futebol, a partir de 1950, de forma definitiva a Sociedade Esportiva Palmeiras deu início à fase de contratações, fortalecendo, desta maneira, o seu elenco, no intuito de bem representar suas cores, junto à torcida que participava ativamente dos jogos do alviverde.

Ídolos da estirpe de Djalma Santos, Dudu, Ademir da Guia, Servílio e tantos outros, justificavam a denominação de academia de futebol brasileiro.

Na temporada de 1959, conquistava pela segunda vez o título de campeão paulista de futebol, de lá, para os dias atuais, vem formando excelentes planteis que orgulham a imensa torcida palmeirense.

Na década de setenta, conquistou importantes títulos, mais precisamente nos anos de 1963, 1966, 1972 e 1974, perfazendo, desde a sua fundação, cerca de nove campeonatos, o que justificava o seu poderio como grande clube, onde praticava o chamado futebol solidariedade.

A exemplo dos destacados clubes do futebol brasileiro, dispõe de um belíssimo hino, composto pela famosa dupla de maestros Antonio Sergi e Gennaro Rodrigues.

Para a próxima edição, será a vez de focalizarmos um pouco da maravilhosa história do Sport Club Corinthians Paulista, um dos mais admirados e idolatrados clubes do futebol brasileiro. Até lá.

Símbolo maior do glorioso alvinegro da estela solitária

GARRINCHA

Sabendo do imenso prestígio que o Botafogo de Futebol e Regatas, do Rio de Janeiro-RJ goza, perante a sua inúmera torcida, escolhemos para esta edição um pouco dos fatos que registram a história do glorioso da estela solitária.

A sua fundação, a exemplo de vários outros grandes clubes, deu-se num casarão em pleno estado de ruínas, localizado na esquina do Largo dos Leões, confrontando com a Rua Humaitá, na cidade maravilhosa.

O alvinegro carioca teve nas pessoas de Flávio Ramos e Emanuel Sodré, ambos alunos do Colégio Alfredo Gomes, os seus principais idealizadores.

Para tanto, reuniram-se no local anteriormente citado, juntamente com mais dez amigos, com o firme propósito de fundar, não o glorioso da estrela solitária, mas o Eletro Clube.

Findos os contatos iniciais, os jovens seguiram para suas residências, tendo um deles, Flávio, contado para o seu avô, a ideia levantada pelo grupo, que de imediato não aprovou a denominação escolhida, o que motivou uma nova reunião, oportunidade em que foi ventilada e aceita a modificação do nome, para Botafogo Futebol Clube, com a escolha, inclusive, das cores preto e branco.

Em virtude dos fundadores não disporem de terreno próprio, bem como reserva monetária para a aquisição do imóvel, foi tomada a iniciativa de realizarem os treinamentos iniciais, no Largo dos Leões, local que dispunha de quatro enormes palmeiras, dispostas duas a duas, frontalmente, que serviam de balizas aos goleiros.

Com o passar dos meses, foi viabilizada a aquisição de um terreno, localizado na Rua Conde Irajá, inclusive dispondo de um gramado rústico, preparado pela própria natureza.

Transcorridos um período considerável, foi realizada a fusão do Botafogo com o Clube de Regatas Botafogo, mais precisamente no dia 8 de dezembro de 1942, ambos praticantes do remo, dando assim origem a uma nova denominação, ou seja, Botafogo de Futebol e Regatas.

O primeiro campeonato conquistado pelo alvinegro carioca aconteceu na temporada de 1907, ou seja, após três anos de sua oficialização, que tem registro de 12 de agosto de 1904.

Atualmente, o glorioso da estrela solitária exerce suas atividades diárias no Estádio General Severiano, que em vida constituiu-se num autêntico baluarte do citado clube. O seu hino foi composto por Lamartine Babo, responsável ainda pela composição dos hinos do Fluminense e Vasco da Gama.

Na próxima edição, estaremos focalizando o Clube de Regatas Vasco da Gama-RJ. Até lá!

Pelé – atleta do século, referência inequívoca do Santos-SP

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Clube de imensuráveis glórias e tradições, o Santos Futebol Clube (SP) teve a sua fundação registrada no dia 14 de abril de 1912, por ocasião de uma reunião nas dependências do clube Concórdia, na aprazível praia de deu nome ao clube.

A ideia inicial obteve de imediato a acolhida do Sr. Raimundo Marques, além dos amigos Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior. Assim, sendo, acabava de nascer um novo clube em nossa nação, cujas cores escolhidas seriam o preto e o branco, numa prova inequívoca de que o racismo não deveria existir, também no futebol.

Estava, desta maneira, sem quaisquer obstáculos, fundado o Santos Futebol Clube, que logo no ano seguinte recebia o convite da Federação paulista de Futebol para integrar-se aos demais clubes que haveriam de participar do campeonato, a ser realizado em 1913.

Ocorre, porém, que a FPF determinou que os jogos seriam todos realizados na capital paulista, impossibilitando, desta maneira, a apresentação do quadro peixeiro na cidade de Santos-SP. Encerrando o campeonato do citado ano, o desestímulo era visível nas hostes do alvinegro, inclusive de parte do elenco, o que motivou ao afastamento temporário das disputas, pelo período de dois anos consecutivos.

Desta maneira, a diretoria do Santos optou pela campanha em prol da construção do estádio próprio, contando para tal com o apoio da população santista, e que resultou na viabilidade de atuação da equipe em seus próprios domínios, no retorno ao certame bandeirante, no ano de 1916.

A primeira conquista de título paulista aconteceu somente no ano de 1935, quando tinha como presidente o Sr. Sisinho Patuska, que envidou todos os esforços para conseguir o tão sonhado acontecimento, Antes, porém, conseguiu montar um ataque que foi cognominado de “cem gols”, formado por Siriri, Camarão, Feitiço, Araken e Evangelista.

Sua ascensão como líder dos clubes brasileiros, deu-se em 1955, ano em que voltou a ser campeão paulista de futebol, portanto, dois anos antes do surgimento de Edson Arantes do Nascimento, Pelé, o maior jogador que o mundo conheceu em todos os tempos, e que levou o quadro peixeiro a conquistas memoráveis, alcançando inclusive o apogeu nacional e internacional do futebol.

Apenas como reforço da afirmativa anteriormente citada, tornou-se recordista de jogos no exterior, em número de trinta e oito, fato não repetido pelos demais grandes clubes do futebol brasileiro.

O seu belíssimo hino foi composto pela dupla Maugeri Neto e Maugeri Sobrinho.

No próximo domingo, alguns tópicos sobre o Fluminense Futebol Clube-RJ. Um maravilhoso início de semana.

CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE-PR: rubro-negro de inúmeras glórias e tradições

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A cidade de Curitiba-PR começava a despertar para a nova coqueluche da época, o futebol. Com a então fundação do Coritiba Foot Ball Club, no dia 12 de outubro de 1909, equipe alviverde, que recebe carinhosamente a denominação de “coxa”, por parte da sua numerosa torcida, era chegado o momento de se fundar uma nova agremiação, a fim de que viesse a equiparar o esporte bretão, naquela região.

Desta maneira, reuniram-se, pela primeira vez, ex-dirigentes coritibanos, com a finalidade de elaborar a fundação do Clube Atlético Paranaense-PR, precisamente no dia 26 de março de 1924.

As cores escolhidas, o vermelho e o preto, a exemplo do Clube de Regatas do Flamengo-RJ, tido, já na época, como o mais querido do Brasil. Coincidentemente, no seu primeiro ano de existência, o Atlético Paranaense conquistava o título de campeão, diante do Coritiba, o que fez surgir o maior clássico do futebol da terra do café.

Após a conquista inicial, o clube atleticano optou por compor um excelente plantel, bem como, trazendo para a sua diretoria, novos adeptos, de condições financeiras, comprovadamente satisfatórias, visando novos investimentos, o que proporcionou a torcida, dispensar total confiança na equipe e, além do mais prestigiar os jogos em que o mesmo participava.

Através de contratações inquestionáveis, inclusive apresentando propostas simplesmente irrecusáveis, os demais clubes, chamados grandes, tiveram de ceder suas principais peças, que foram defender o rubro-negro paranaense.

Mesmo contando com um plantel invejável, o Atlético Paranaense só veio a conquistar um novo título, no ano de 1929, repetindo o feito no ano seguinte, portanto, tornando-se bicampeão do citado Estado.

Com a evolução do seu futebol, voltou a monopolizar as ações esportivas, fazendo com que ocorresse um acentuado crescimento da sua torcida, que tornou-se a segunda maior, na região.

Nos dias atuais, o Clube Atlético Paranaense tornou-se um dos exponenciais esteios do futebol brasileiro, participando ativamente dos eventos patrocinados pela Confederação Brasileira de Futebol – C.B.F..

Juntamente com o arquirrival, o Coritiba, é o responsável pelo maior clássico do futebol paranaense, lotando o estádio Couto Pereira, sempre que se enfrentam.

A composição do hino do Clube Atlético Paranaense-PR, é de autoria dos musicistas Francisco José Marchese, Genésio Ramalho e Zilder Lins.

No próximo domingo, registramos tópicos históricos do Sport Club Internacional-RS.

REINALDO: ídolo inconteste do galo das alterosas, em todos os tempos

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O Clube Atlético Mineiro teve sua fundação no dia 25 de março de 1908, através da iniciativa do desportista Margival Mendes Leal, que aliado a mais 20 outros jovens, que costumavam se divertir no Parque Municipal de Belo Horizonte, optaram pela existência do novo clube.

Visando angariar recursos financeiros, com a finalidade de adquirir a bola de jogo, foi efetuada a chamada “vaquinha”, que ao final, rendeu a quantia de dez mil réis. O valor não foi suficiente, tornando-se necessária a complementação, através da mesada individual, bem como interromper despesas com aquisição de “bagana” e divertimentos outros.

A próxima meta foi deslocar-se a loja comercial onde era disponibilizada a venda de bolas de futebol. Ao chegar ao citado local, a vontade era tamanha pela aquisição da mesma, que, ao invés de comprar a adequada para a disputa dos jogos, levaram consigo, uma destinada a prática do rugby, ou futebol militar, de formato ovoide. Quando deram conta do equívoco, já se encontravam mais uma vez no Parque Municipal, razão pela qual, decidiram aproveitar aquela mesma, e dar, de imediato, início ao tão sonhado match inicial.

Antes mesmo do galo das alterosas oficializar as cores branca e preta, utilizaram o verde, no lugar da segunda tonalidade. Estava, portanto, decidida a padronização inicial, alviverde, e não alvinegro. A denominação inicial da equipe, era Atlético Mineiro Futebol Clube, passando a Clube Atlético Mineiro, somente em 1912, quando tornou-se definitivamente alvinegro.

O primeiro campeonato conquistado pelo alvinegro mineiro aconteceu somente 17 anos após a sua fundação, ou seja, no ano de 1925, existindo na época um dos mais tradicionais clubes do futebol mineiro, no caso o América Futebol Clube, que costumava conquistar títulos, diante dos demais integrantes da Federação Mineira de Futebol. Chegou inclusive ao inédito título de campeão, no período de 1915 a 1924.

Ao longo da sua história, o Clube Atlético Mineiro, tornou-se um dos melhores clubes do futebol brasileiro, conquistando títulos que emocionam sobremaneira, a sua imensa torcida, não apenas das Minas Gerais, mas também da nossa nação.

A rivalidade existente, diante do Cruzeiro Esporte Clube, faz com que o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, lote suas dependências, sempre que as duas equipes se encontram.

A composição do Hino do Atlético-MG é de autoria do maestro Vicente Mota, um dos mais renomados músicos de Belo Horizonte.

A seguir, será a vez de registrar um pouco da trajetória do Clube Atlético Paranaense-PR.

Santa Cruz Futebol Clube – O mais querido do futebol pernambucano

santa cruz recife

O focalizado desta edição é o Santa Cruz Futebol Clube, o mais querido do futebol pernambucano, proprietário do Estádio José do Rego Maciel, o Arruda, na Veneza brasileira.

Fundado no dia 3 de fevereiro de 1914, desde a sua largada veio a tornar-se, no cenário esportivo, não apenas do Nordeste, bem como da própria nação, uma das mais respeitadas agremiações futebolísticas, até os dias atuais.

Um grupo de jovens, na faixa etária de 14 a 16 anos, reunia-se no bairro Boa Vista, com o intuito de estruturar uma agremiação esportiva, exatamente na época em que o futebol vinha sendo divulgado, em todo o território brasileiro.

Sem que houvesse, de início, a elaboração de qualquer estatuto ou documentação específica, os garotos tomaram a iniciativa de um amistoso diante do Rio Negro, um dos mais tradicionais clubes pernambucanos, à época, mais precisamente no dia três de fevereiro de 1914, tendo como local um terreno baldio, existente no Derbi.

Numa forma de recompensa pela ousada ideia, o Santa Cruz conquistou a sua primeira vitória, pelo elástico placar de sete tentos a zero, cabendo a Sílvio Machado, um dos fundadores, assinalar nada menos que cinco gols.

Além do artilheiro acima citado, assinaram o livro de fundação do tricolor da terra do frevo: José Luiz Vieira, Luiz Uchoa Cavalcante e Augusto Ramos.

Os primeiros anos de existência da “cobrinha coral”, não foram coroados de pleno êxito, de vez que, somente 17 anos, após a sua fundação, é que veio a sagrar-se campeão do futebol pernambucano. Daí, para frente, conquistou o tricampeonato: 1931, 1932 e 1933, dando assim um impulso extraordinário, para a sua popularidade, em toda a região, quando na época, o Sport e o Náutico, eram tidos como mais detentores de títulos e de torcidas no Estado.

No ano de 1969, sob a presidência do empresário James Thorp, a “cobrinha coral” deu a largada a uma fase áurea da sua história esportiva. Contando no plantel com excelentes reforços, inclusive importando craques de centros bem mais desenvolvidos, o Santa Cruz conquistou a primeira posição junto a Federação Pernambucana de Futebol – F.P.F., em 1969, sagrando-se pentacampeão, no ano de 1973, alargando mais ainda a sua condição de mais querido clube, de Pernambuco.

O hino do Santa Cruz Futebol Clube-PE, foi composto pelo renomado maestro Lourival de Oliveira.

Na próxima edição, abordaremos sobre o Clube Atlético Mineiro, o famoso galo, das alterosas.

Estádio Machadão: palco de inesquecíveis de jogos cedeu espaço para a Arena das Dunas

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Na edição anterior, esta coluna registrou que o Estádio Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco – Castelão, em nossa capital, teve esta nomenclatura, no período compreendido entre 4 de junho de 1972 (data da fundação), até o dia 23 de junho de 1989, quando passou a ser denominado de Estádio Dr. João Machado, através da Lei número 3.792, datada de 23 de junho do ano anteriormente citado, sancionada pela então prefeita de Natal-RN, Wilma de Faria, em atendimento ao pleito das entidades esportivas de nossa capital, que almejavam homenagear o ex-presidente da Federação Norte-rio-grandense de Desportos – F.N.D., atual F.N.F., Dr. João Cláudio de Vasconcelos Machado, também cronista esportivo, na imprensa falada natalense.

Portanto, o último jogo realizado, antes da modificação da nomenclatura do “gigante” do bairro Lagoa Nova, ocorreu no dia 20 de junho de 1989, envolvendo ABC 4 x 1 Alecrim, cuja súmula, a seguir registramos. ABC: – Abelha; Vilson Cavalo, Estevam, Ari Spadela e Nonato; Alciney, Odilon e João Carlos (Alencar); Jacozinho, Zinho e Escurinho. Alecrim: – Romildo; Chico Bala, Mano, Jailson e Ronner; Ronaldo, Lula (Jane) e Nito; Nilton, Edmilson (Neto) e Gilmar. Os gols da partida foram assinalados através de Nonato, duas vezes, Escurinho e Zinho, para o alvinegro, cabendo a Gilmar descontar para o verdão. Árbitro: Wilson da Conceição, assistido por Francisco Canindé e Vicente Pitaguares. Renda: Ncz$ 7.276,00 (cruzados novos), para 3.407 torcedores que pagaram ingresso.

Já no dia 25 do mesmo mês, acontecia o primeiro jogo do Machadão, envolvendo o clássico maior de nossa capital: América 1 x 0 ABC. O América conseguiu a vitória, com o futebol de Eugênio, Baeca, Deleon, Medeiros e Soares (Gito); Baltazar, Índio e Baica; Lico, Edmilson e Casquinha (Sérgio Nunes). ABC: – Abelha; Vilson Cavalo, Estevam, Ari Spadela e Nonato, Alciney, Odilon e João Carlos (Alencar); Jacozinho (Batata), Zinho e Escurinho. O único gol do clássico foi de autoria de Índio. Dirigiu a partida, Charles Eliont, e a renda somou Ncz$ 30.010,50, para um público pagante de 9.419 torcedores.

A última partida disputada no Machadão, deu-se no dia 23 de abril de 2011, quando foi fechado para demolição e construção da Arena das Dunas, que teve a sua inauguração no dia 26 de Janeiro de 2014, com o jogo válido pela Copa do Nordeste, envolvendo América 2 x 0 Confiança-SE.

O primeiro gol (histórico) da belíssima praça de esportes foi assinalado através de Adalberto, aos vinte e seis minutos, da etapa complementar.

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Estádio Castelão – inaugurado cinco anos após o surgimento do ‘mundão’ do Nova Betânia

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Em se tratando de avanço, no cenário esportivo da terra de Santa Luzia, mais uma vez o torcedor local teve a primazia de partir na frente, no tocante à disponibilidade de uma moderna praça de esportes.

No dia 4 de junho de 1967, Mossoró recebia, com imensa alegria, a visita do Ceará Sporting Clube, da capital alencarina, com a finalidade de inaugurar o estádio Professor Manoel Leonardo Nogueira, em partida memorável diante do Selecionado Mossoroense de Futebol.

Exatamente cinco anos após, foi a vez da nossa capital inaugurar o estádio Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, mais precisamente no dia 4 de junho de 1972, com a realização de duas partidas, na preliminar, o ABC derrotou o América pela contagem mínima, tento assinalado através de William, enquanto na principal o Vasco da Gama do Rio de Janeiro e a Seleção Olímpica do Brasil empataram sem abertura do placar.

A princípio, conheça a súmula do jogo inaugural do “mundão” do Nova Betânia, em 4 de junho de 1967. Seleção Mossoroense de Futebol 0 x 2 Ceará Sporting Clube. Seleção Mossoroense: Itamar (Diniz); Altevir, Walney, Walmir Preto (Tino) e Zé Antônio (Geraldo); Nonato (Airton) e Mota (Arandir); Tonho Buchudinho (Celito), Dão, China (Carestia) e Rocha. Ceará: Gilson (Romualdo); Williams, Laudenir, Gilberto (Evandro) e Tangerina; Carlinhos (Betinho) e Adonias; Zito (Ribeirinho), Mozart, Marcos Boi e Babá (Cadinha). Gols: Mozart (1º gol – histórico) e Marcos Boi. Árbitro: Nehemias de Oliveira Cunha. Renda: Cr$ 6.150.000,00 (cruzeiros).

Agora, vamos conhecer a súmula do jogo inaugural do castelão, no dia 4 de junho de 1972, partida preliminar: ABC 1 x 0 América. ABC: Erivan; Preta, Edson, Josemar e Anchieta; William e Gonzaga (Biu); Elias (Zé Maria), Jailson, Alberi e Soares (Odisser). América: Juca; Pimental, Cláudio, Djalma e Duda; Nunes e Carlos Alberto; Bagadão, Washington, Gonzaga (Petinha) e Chiquinho. Gol: William. Árbitro: Afrânio Messias, asisstido nas bandeiradas por Wellington Ramos e Nelson Luzia. Renda das duas partidas: Cr$ 166.476,00, para 32.860 pagantes.

O castelão foi ainda palco de jogos válidos pela taça Independência, patrocinada pela então CBD e que também foi denominada de Minicopa, que teve a sua largada no dia 11 de junho de 1972, com o jogo envolvendo Portugal 3 x 0 Equador. Atuaram ainda no “gigante” de Lagoa Nova: 14.06: Chile 2 x 1 Equador e 18.06: Irlanda 3 x 2 Equador.

A última partida com a nomenclatura Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco – Castelão, ocorreu no dia 20 de junho de 1989: ABC 4 x 1 Alecrim.

Após o registro de alguns tópicos a respeito do Castelão, retornaremos na próxima edição, focalizando a presença do Machadão no cenário esportivo do nosso Estado.

Estádio Juvenal Lamartine – palco de memoráveis jogos realizados na nossa capital

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Antes de narrarmos alguns tópicos a respeito do Estádio Juvenal Lamartine, conhecido carinhosamente como o campinho do Tirol, em nossa capital, necessário se faz registrar o pioneirismo de nossa cidade, também no aspecto esportivo, de vez que o Stadium Sociedade Sportiva Mossoró Ltda, construído na Rua Benjamim Constant, atual sede do Serviço Social da Indústria – SESI, teve a sua inauguração ocorrida no dia 20 de novembro de 1927, antes porém, da inauguração do Estádio Juvenal Lamartine, em Natal-RN, cuja data aconteceu no dia 12 de outubro de 1928, portanto, onze meses após a primeira praça de esportes da terra de Santa Luzia.

Registra a imprensa escrita mossoroense, que no dia 20 de novembro de 1927 participaram do jogo inaugural as equipes do Mossoró e Ypiranga, cabendo a vitória à primeira pelo placar de dois tentos a um, cuja súmula a seguir registramos. Mossoró: Sebastião; Zé Dantas e Júlio; Vicente, Dantas e Marques; Alfredo, Cossado, Pirangy, Xixita e Fortes. Ypiranga: Rolleaux; Vicente e Luiz; Arlindo, Joel e Mozart Menescal; Nunes, Souza, gentil, Hilário e Clóvis. Os gols do clássico inaugural foram assinalados através de Zé Dantas (gol histórico) e Luiz (contra), para o Mossoró, descontando Hilário para o Ypiranga. Referee: Júlio Maciel (atleta do Humaytá). Renda do jogo: 838[insert_php] PageColunista(5); [/insert_php]0 (oitocentos e trinta e oito contos de réis).

A última partida disputada no citado estádio ocorreu no dia 28 de maio de 1967, envolvendo Potiguar versus Ypiranga, com a vitória do alvirrubro pelo placar de dois tentos a zero. Em 4 de junho do mesmo ano, foi inaugurado o Estádio Professor Manoel Leonardo Nogueira, com o amistoso interestadual entre a Seleção Mossoroense de futebol 0 x 2 Ceará Sporting Clube, da capital alencarina.

Com referência ao Estádio Juvenal Lamartine, em nossa capital, cuja denominação deve-se a uma justa homenagem ao então governador do Rio Grande do Norte, sua inauguração aconteceu no dia 12 de outubro de 1928, com a realização de uma temporada interestadual, oportunidade em que foi convidada a equipe do Cabo Branco, da cidade de João Pessoa-PB, para enfrentar respectivamente ABC e América. No jogo inaugural, dia 12, a vitória coube ao ABC, pelo placar de cinco tentos a dois, enquanto no dia 13 o América venceu por sete tentos a quatro. O estádio do Tirol foi a principal praça de esportes da capital até a inauguração do Castelão, no dia 4 de junho de 1972, por ocasião da disputa da minicopa.

Na próxima edição estaremos focalizando alguns tópicos a respeito do Estádio Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, o Castelão.

Alecrim Futebol Clube – alviverde que comemora o seu primeiro centenário

ALECRIM - 04.02.68 - Dr. Pedro Selva, Pedro 40(técnico), Augusto, Pistolão, Cândido, Pirangi, Gaspar, Luizinho, e Joilson(Diretor); agachados, Zezé, Garrincha, Capiba, Icário, João Paulo, e Burunga.

O Alecrim Futebol Clube comemora neste ano o seu primeiro centenário de fundação, merecendo, portanto, o nosso registro, através de uma síntese histórica, elaborada por esta coluna.

Foi, portanto, através de uma simples movimentação futebolística, que um grupo de jovens se reunia aos domingos, por vários meses, tendo como local a praça construída em frente à igreja de São Pedro, que surgiu a ideia de se criar um novo clube na nossa capital.

Através de José de Barros Tinoco, guarda da Alfândega, foi oficializada a fundação do quadro periquito, no dia 15 de agosto de 1915, através de uma reunião no sítio Vila Maria, de propriedade do sr. Cândido Medeiros, localizado nas proximidades da Rua General Fonseca e Silva.

A escolha do presidente recaiu na pessoa do sr. Lauro Cândido de Medeiros, que cuidou da escolha dos onze atletas que deveriam compor o primeiro plantel do quadro esmeraldino, dentre eles João Café Filho, futuro presidente da República Federativa do Brasil, na condição de goleiro, Pedro Dantas e José Firmino, conhecidos alfaiates, para assumir a zaga, Humberto Medeiros, como médio direito, e Gentil de Oliveira, para atuar na posição de centroavante.

A primeira partida do Alecrim aconteceu diante da equipe da escola de aprendizes artífices, num terreno localizado próximo à Rua Coronel Estevão, obtendo a sua vitória inicial e fortalecendo a liderança dos integrantes da sua diretoria.

Com o afastamento de Café Filho da meta esmeraldina, coube a Juvenal Pereira assumir a titularidade, vestindo a jaqueta de número um e, posteriormente, George Bragard destacar-se como goleiro da equipe.

No ano de 1924, o Alecrim, além de conquistar o torneio início do campeonato, sagrou-se campeão de outros torneios promovidos pela Liga Natalense de Futebol, contando com a seguinte formação: Firmino dos Santos; Luiz de Freitas e Antonio Dumaresq; Pedro de Freitas, Sinésio e Miguel Ferreira; Antonio Azevedo, Henrique Damasceno, João Sérgio, Gentil de Oliveira e Zacarias de Oliveira. Como técnico, Alexandre Kruse, sargento da Marinha, que por dois anos veio dirigir a estação radiotelegráfica de Refoles.

No citado ano, integraram a comissão técnica do alviverde Francisco Antonio do Nascimento, tenente do Exército, além do sargento da Marinha Murilo Magrão.

Após registrar alguns tópicos referentes ao surgimento do Alecrim de nossa capital, estaremos de volta na próxima edição, focalizando dados sobre o estádio Juvenal Lamartine, o campinho do Tirol.

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