CLUBE ATLÉTICO PARANAENSE-PR: rubro-negro de inúmeras glórias e tradições

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A cidade de Curitiba-PR começava a despertar para a nova coqueluche da época, o futebol. Com a então fundação do Coritiba Foot Ball Club, no dia 12 de outubro de 1909, equipe alviverde, que recebe carinhosamente a denominação de “coxa”, por parte da sua numerosa torcida, era chegado o momento de se fundar uma nova agremiação, a fim de que viesse a equiparar o esporte bretão, naquela região.

Desta maneira, reuniram-se, pela primeira vez, ex-dirigentes coritibanos, com a finalidade de elaborar a fundação do Clube Atlético Paranaense-PR, precisamente no dia 26 de março de 1924.

As cores escolhidas, o vermelho e o preto, a exemplo do Clube de Regatas do Flamengo-RJ, tido, já na época, como o mais querido do Brasil. Coincidentemente, no seu primeiro ano de existência, o Atlético Paranaense conquistava o título de campeão, diante do Coritiba, o que fez surgir o maior clássico do futebol da terra do café.

Após a conquista inicial, o clube atleticano optou por compor um excelente plantel, bem como, trazendo para a sua diretoria, novos adeptos, de condições financeiras, comprovadamente satisfatórias, visando novos investimentos, o que proporcionou a torcida, dispensar total confiança na equipe e, além do mais prestigiar os jogos em que o mesmo participava.

Através de contratações inquestionáveis, inclusive apresentando propostas simplesmente irrecusáveis, os demais clubes, chamados grandes, tiveram de ceder suas principais peças, que foram defender o rubro-negro paranaense.

Mesmo contando com um plantel invejável, o Atlético Paranaense só veio a conquistar um novo título, no ano de 1929, repetindo o feito no ano seguinte, portanto, tornando-se bicampeão do citado Estado.

Com a evolução do seu futebol, voltou a monopolizar as ações esportivas, fazendo com que ocorresse um acentuado crescimento da sua torcida, que tornou-se a segunda maior, na região.

Nos dias atuais, o Clube Atlético Paranaense tornou-se um dos exponenciais esteios do futebol brasileiro, participando ativamente dos eventos patrocinados pela Confederação Brasileira de Futebol – C.B.F..

Juntamente com o arquirrival, o Coritiba, é o responsável pelo maior clássico do futebol paranaense, lotando o estádio Couto Pereira, sempre que se enfrentam.

A composição do hino do Clube Atlético Paranaense-PR, é de autoria dos musicistas Francisco José Marchese, Genésio Ramalho e Zilder Lins.

No próximo domingo, registramos tópicos históricos do Sport Club Internacional-RS.

REINALDO: ídolo inconteste do galo das alterosas, em todos os tempos

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O Clube Atlético Mineiro teve sua fundação no dia 25 de março de 1908, através da iniciativa do desportista Margival Mendes Leal, que aliado a mais 20 outros jovens, que costumavam se divertir no Parque Municipal de Belo Horizonte, optaram pela existência do novo clube.

Visando angariar recursos financeiros, com a finalidade de adquirir a bola de jogo, foi efetuada a chamada “vaquinha”, que ao final, rendeu a quantia de dez mil réis. O valor não foi suficiente, tornando-se necessária a complementação, através da mesada individual, bem como interromper despesas com aquisição de “bagana” e divertimentos outros.

A próxima meta foi deslocar-se a loja comercial onde era disponibilizada a venda de bolas de futebol. Ao chegar ao citado local, a vontade era tamanha pela aquisição da mesma, que, ao invés de comprar a adequada para a disputa dos jogos, levaram consigo, uma destinada a prática do rugby, ou futebol militar, de formato ovoide. Quando deram conta do equívoco, já se encontravam mais uma vez no Parque Municipal, razão pela qual, decidiram aproveitar aquela mesma, e dar, de imediato, início ao tão sonhado match inicial.

Antes mesmo do galo das alterosas oficializar as cores branca e preta, utilizaram o verde, no lugar da segunda tonalidade. Estava, portanto, decidida a padronização inicial, alviverde, e não alvinegro. A denominação inicial da equipe, era Atlético Mineiro Futebol Clube, passando a Clube Atlético Mineiro, somente em 1912, quando tornou-se definitivamente alvinegro.

O primeiro campeonato conquistado pelo alvinegro mineiro aconteceu somente 17 anos após a sua fundação, ou seja, no ano de 1925, existindo na época um dos mais tradicionais clubes do futebol mineiro, no caso o América Futebol Clube, que costumava conquistar títulos, diante dos demais integrantes da Federação Mineira de Futebol. Chegou inclusive ao inédito título de campeão, no período de 1915 a 1924.

Ao longo da sua história, o Clube Atlético Mineiro, tornou-se um dos melhores clubes do futebol brasileiro, conquistando títulos que emocionam sobremaneira, a sua imensa torcida, não apenas das Minas Gerais, mas também da nossa nação.

A rivalidade existente, diante do Cruzeiro Esporte Clube, faz com que o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, lote suas dependências, sempre que as duas equipes se encontram.

A composição do Hino do Atlético-MG é de autoria do maestro Vicente Mota, um dos mais renomados músicos de Belo Horizonte.

A seguir, será a vez de registrar um pouco da trajetória do Clube Atlético Paranaense-PR.

Santa Cruz Futebol Clube – O mais querido do futebol pernambucano

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O focalizado desta edição é o Santa Cruz Futebol Clube, o mais querido do futebol pernambucano, proprietário do Estádio José do Rego Maciel, o Arruda, na Veneza brasileira.

Fundado no dia 3 de fevereiro de 1914, desde a sua largada veio a tornar-se, no cenário esportivo, não apenas do Nordeste, bem como da própria nação, uma das mais respeitadas agremiações futebolísticas, até os dias atuais.

Um grupo de jovens, na faixa etária de 14 a 16 anos, reunia-se no bairro Boa Vista, com o intuito de estruturar uma agremiação esportiva, exatamente na época em que o futebol vinha sendo divulgado, em todo o território brasileiro.

Sem que houvesse, de início, a elaboração de qualquer estatuto ou documentação específica, os garotos tomaram a iniciativa de um amistoso diante do Rio Negro, um dos mais tradicionais clubes pernambucanos, à época, mais precisamente no dia três de fevereiro de 1914, tendo como local um terreno baldio, existente no Derbi.

Numa forma de recompensa pela ousada ideia, o Santa Cruz conquistou a sua primeira vitória, pelo elástico placar de sete tentos a zero, cabendo a Sílvio Machado, um dos fundadores, assinalar nada menos que cinco gols.

Além do artilheiro acima citado, assinaram o livro de fundação do tricolor da terra do frevo: José Luiz Vieira, Luiz Uchoa Cavalcante e Augusto Ramos.

Os primeiros anos de existência da “cobrinha coral”, não foram coroados de pleno êxito, de vez que, somente 17 anos, após a sua fundação, é que veio a sagrar-se campeão do futebol pernambucano. Daí, para frente, conquistou o tricampeonato: 1931, 1932 e 1933, dando assim um impulso extraordinário, para a sua popularidade, em toda a região, quando na época, o Sport e o Náutico, eram tidos como mais detentores de títulos e de torcidas no Estado.

No ano de 1969, sob a presidência do empresário James Thorp, a “cobrinha coral” deu a largada a uma fase áurea da sua história esportiva. Contando no plantel com excelentes reforços, inclusive importando craques de centros bem mais desenvolvidos, o Santa Cruz conquistou a primeira posição junto a Federação Pernambucana de Futebol – F.P.F., em 1969, sagrando-se pentacampeão, no ano de 1973, alargando mais ainda a sua condição de mais querido clube, de Pernambuco.

O hino do Santa Cruz Futebol Clube-PE, foi composto pelo renomado maestro Lourival de Oliveira.

Na próxima edição, abordaremos sobre o Clube Atlético Mineiro, o famoso galo, das alterosas.

Estádio Machadão: palco de inesquecíveis de jogos cedeu espaço para a Arena das Dunas

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Na edição anterior, esta coluna registrou que o Estádio Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco – Castelão, em nossa capital, teve esta nomenclatura, no período compreendido entre 4 de junho de 1972 (data da fundação), até o dia 23 de junho de 1989, quando passou a ser denominado de Estádio Dr. João Machado, através da Lei número 3.792, datada de 23 de junho do ano anteriormente citado, sancionada pela então prefeita de Natal-RN, Wilma de Faria, em atendimento ao pleito das entidades esportivas de nossa capital, que almejavam homenagear o ex-presidente da Federação Norte-rio-grandense de Desportos – F.N.D., atual F.N.F., Dr. João Cláudio de Vasconcelos Machado, também cronista esportivo, na imprensa falada natalense.

Portanto, o último jogo realizado, antes da modificação da nomenclatura do “gigante” do bairro Lagoa Nova, ocorreu no dia 20 de junho de 1989, envolvendo ABC 4 x 1 Alecrim, cuja súmula, a seguir registramos. ABC: – Abelha; Vilson Cavalo, Estevam, Ari Spadela e Nonato; Alciney, Odilon e João Carlos (Alencar); Jacozinho, Zinho e Escurinho. Alecrim: – Romildo; Chico Bala, Mano, Jailson e Ronner; Ronaldo, Lula (Jane) e Nito; Nilton, Edmilson (Neto) e Gilmar. Os gols da partida foram assinalados através de Nonato, duas vezes, Escurinho e Zinho, para o alvinegro, cabendo a Gilmar descontar para o verdão. Árbitro: Wilson da Conceição, assistido por Francisco Canindé e Vicente Pitaguares. Renda: Ncz$ 7.276,00 (cruzados novos), para 3.407 torcedores que pagaram ingresso.

Já no dia 25 do mesmo mês, acontecia o primeiro jogo do Machadão, envolvendo o clássico maior de nossa capital: América 1 x 0 ABC. O América conseguiu a vitória, com o futebol de Eugênio, Baeca, Deleon, Medeiros e Soares (Gito); Baltazar, Índio e Baica; Lico, Edmilson e Casquinha (Sérgio Nunes). ABC: – Abelha; Vilson Cavalo, Estevam, Ari Spadela e Nonato, Alciney, Odilon e João Carlos (Alencar); Jacozinho (Batata), Zinho e Escurinho. O único gol do clássico foi de autoria de Índio. Dirigiu a partida, Charles Eliont, e a renda somou Ncz$ 30.010,50, para um público pagante de 9.419 torcedores.

A última partida disputada no Machadão, deu-se no dia 23 de abril de 2011, quando foi fechado para demolição e construção da Arena das Dunas, que teve a sua inauguração no dia 26 de Janeiro de 2014, com o jogo válido pela Copa do Nordeste, envolvendo América 2 x 0 Confiança-SE.

O primeiro gol (histórico) da belíssima praça de esportes foi assinalado através de Adalberto, aos vinte e seis minutos, da etapa complementar.

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Estádio Castelão – inaugurado cinco anos após o surgimento do ‘mundão’ do Nova Betânia

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Em se tratando de avanço, no cenário esportivo da terra de Santa Luzia, mais uma vez o torcedor local teve a primazia de partir na frente, no tocante à disponibilidade de uma moderna praça de esportes.

No dia 4 de junho de 1967, Mossoró recebia, com imensa alegria, a visita do Ceará Sporting Clube, da capital alencarina, com a finalidade de inaugurar o estádio Professor Manoel Leonardo Nogueira, em partida memorável diante do Selecionado Mossoroense de Futebol.

Exatamente cinco anos após, foi a vez da nossa capital inaugurar o estádio Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, mais precisamente no dia 4 de junho de 1972, com a realização de duas partidas, na preliminar, o ABC derrotou o América pela contagem mínima, tento assinalado através de William, enquanto na principal o Vasco da Gama do Rio de Janeiro e a Seleção Olímpica do Brasil empataram sem abertura do placar.

A princípio, conheça a súmula do jogo inaugural do “mundão” do Nova Betânia, em 4 de junho de 1967. Seleção Mossoroense de Futebol 0 x 2 Ceará Sporting Clube. Seleção Mossoroense: Itamar (Diniz); Altevir, Walney, Walmir Preto (Tino) e Zé Antônio (Geraldo); Nonato (Airton) e Mota (Arandir); Tonho Buchudinho (Celito), Dão, China (Carestia) e Rocha. Ceará: Gilson (Romualdo); Williams, Laudenir, Gilberto (Evandro) e Tangerina; Carlinhos (Betinho) e Adonias; Zito (Ribeirinho), Mozart, Marcos Boi e Babá (Cadinha). Gols: Mozart (1º gol – histórico) e Marcos Boi. Árbitro: Nehemias de Oliveira Cunha. Renda: Cr$ 6.150.000,00 (cruzeiros).

Agora, vamos conhecer a súmula do jogo inaugural do castelão, no dia 4 de junho de 1972, partida preliminar: ABC 1 x 0 América. ABC: Erivan; Preta, Edson, Josemar e Anchieta; William e Gonzaga (Biu); Elias (Zé Maria), Jailson, Alberi e Soares (Odisser). América: Juca; Pimental, Cláudio, Djalma e Duda; Nunes e Carlos Alberto; Bagadão, Washington, Gonzaga (Petinha) e Chiquinho. Gol: William. Árbitro: Afrânio Messias, asisstido nas bandeiradas por Wellington Ramos e Nelson Luzia. Renda das duas partidas: Cr$ 166.476,00, para 32.860 pagantes.

O castelão foi ainda palco de jogos válidos pela taça Independência, patrocinada pela então CBD e que também foi denominada de Minicopa, que teve a sua largada no dia 11 de junho de 1972, com o jogo envolvendo Portugal 3 x 0 Equador. Atuaram ainda no “gigante” de Lagoa Nova: 14.06: Chile 2 x 1 Equador e 18.06: Irlanda 3 x 2 Equador.

A última partida com a nomenclatura Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco – Castelão, ocorreu no dia 20 de junho de 1989: ABC 4 x 1 Alecrim.

Após o registro de alguns tópicos a respeito do Castelão, retornaremos na próxima edição, focalizando a presença do Machadão no cenário esportivo do nosso Estado.

Estádio Juvenal Lamartine – palco de memoráveis jogos realizados na nossa capital

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Antes de narrarmos alguns tópicos a respeito do Estádio Juvenal Lamartine, conhecido carinhosamente como o campinho do Tirol, em nossa capital, necessário se faz registrar o pioneirismo de nossa cidade, também no aspecto esportivo, de vez que o Stadium Sociedade Sportiva Mossoró Ltda, construído na Rua Benjamim Constant, atual sede do Serviço Social da Indústria – SESI, teve a sua inauguração ocorrida no dia 20 de novembro de 1927, antes porém, da inauguração do Estádio Juvenal Lamartine, em Natal-RN, cuja data aconteceu no dia 12 de outubro de 1928, portanto, onze meses após a primeira praça de esportes da terra de Santa Luzia.

Registra a imprensa escrita mossoroense, que no dia 20 de novembro de 1927 participaram do jogo inaugural as equipes do Mossoró e Ypiranga, cabendo a vitória à primeira pelo placar de dois tentos a um, cuja súmula a seguir registramos. Mossoró: Sebastião; Zé Dantas e Júlio; Vicente, Dantas e Marques; Alfredo, Cossado, Pirangy, Xixita e Fortes. Ypiranga: Rolleaux; Vicente e Luiz; Arlindo, Joel e Mozart Menescal; Nunes, Souza, gentil, Hilário e Clóvis. Os gols do clássico inaugural foram assinalados através de Zé Dantas (gol histórico) e Luiz (contra), para o Mossoró, descontando Hilário para o Ypiranga. Referee: Júlio Maciel (atleta do Humaytá). Renda do jogo: 838[insert_php] PageColunista(5); [/insert_php]0 (oitocentos e trinta e oito contos de réis).

A última partida disputada no citado estádio ocorreu no dia 28 de maio de 1967, envolvendo Potiguar versus Ypiranga, com a vitória do alvirrubro pelo placar de dois tentos a zero. Em 4 de junho do mesmo ano, foi inaugurado o Estádio Professor Manoel Leonardo Nogueira, com o amistoso interestadual entre a Seleção Mossoroense de futebol 0 x 2 Ceará Sporting Clube, da capital alencarina.

Com referência ao Estádio Juvenal Lamartine, em nossa capital, cuja denominação deve-se a uma justa homenagem ao então governador do Rio Grande do Norte, sua inauguração aconteceu no dia 12 de outubro de 1928, com a realização de uma temporada interestadual, oportunidade em que foi convidada a equipe do Cabo Branco, da cidade de João Pessoa-PB, para enfrentar respectivamente ABC e América. No jogo inaugural, dia 12, a vitória coube ao ABC, pelo placar de cinco tentos a dois, enquanto no dia 13 o América venceu por sete tentos a quatro. O estádio do Tirol foi a principal praça de esportes da capital até a inauguração do Castelão, no dia 4 de junho de 1972, por ocasião da disputa da minicopa.

Na próxima edição estaremos focalizando alguns tópicos a respeito do Estádio Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, o Castelão.

Alecrim Futebol Clube – alviverde que comemora o seu primeiro centenário

ALECRIM - 04.02.68 - Dr. Pedro Selva, Pedro 40(técnico), Augusto, Pistolão, Cândido, Pirangi, Gaspar, Luizinho, e Joilson(Diretor); agachados, Zezé, Garrincha, Capiba, Icário, João Paulo, e Burunga.

O Alecrim Futebol Clube comemora neste ano o seu primeiro centenário de fundação, merecendo, portanto, o nosso registro, através de uma síntese histórica, elaborada por esta coluna.

Foi, portanto, através de uma simples movimentação futebolística, que um grupo de jovens se reunia aos domingos, por vários meses, tendo como local a praça construída em frente à igreja de São Pedro, que surgiu a ideia de se criar um novo clube na nossa capital.

Através de José de Barros Tinoco, guarda da Alfândega, foi oficializada a fundação do quadro periquito, no dia 15 de agosto de 1915, através de uma reunião no sítio Vila Maria, de propriedade do sr. Cândido Medeiros, localizado nas proximidades da Rua General Fonseca e Silva.

A escolha do presidente recaiu na pessoa do sr. Lauro Cândido de Medeiros, que cuidou da escolha dos onze atletas que deveriam compor o primeiro plantel do quadro esmeraldino, dentre eles João Café Filho, futuro presidente da República Federativa do Brasil, na condição de goleiro, Pedro Dantas e José Firmino, conhecidos alfaiates, para assumir a zaga, Humberto Medeiros, como médio direito, e Gentil de Oliveira, para atuar na posição de centroavante.

A primeira partida do Alecrim aconteceu diante da equipe da escola de aprendizes artífices, num terreno localizado próximo à Rua Coronel Estevão, obtendo a sua vitória inicial e fortalecendo a liderança dos integrantes da sua diretoria.

Com o afastamento de Café Filho da meta esmeraldina, coube a Juvenal Pereira assumir a titularidade, vestindo a jaqueta de número um e, posteriormente, George Bragard destacar-se como goleiro da equipe.

No ano de 1924, o Alecrim, além de conquistar o torneio início do campeonato, sagrou-se campeão de outros torneios promovidos pela Liga Natalense de Futebol, contando com a seguinte formação: Firmino dos Santos; Luiz de Freitas e Antonio Dumaresq; Pedro de Freitas, Sinésio e Miguel Ferreira; Antonio Azevedo, Henrique Damasceno, João Sérgio, Gentil de Oliveira e Zacarias de Oliveira. Como técnico, Alexandre Kruse, sargento da Marinha, que por dois anos veio dirigir a estação radiotelegráfica de Refoles.

No citado ano, integraram a comissão técnica do alviverde Francisco Antonio do Nascimento, tenente do Exército, além do sargento da Marinha Murilo Magrão.

Após registrar alguns tópicos referentes ao surgimento do Alecrim de nossa capital, estaremos de volta na próxima edição, focalizando dados sobre o estádio Juvenal Lamartine, o campinho do Tirol.

América Futebol Clube: Alvirrubro de tantas tradições

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Mais um clube de nossa capital comemora o seu centenário de existência, no caso o América Futebol Clube, daí a nossa homenagem a sua imensa nação de torcedores.

O alvirrubro teve a sua fundação no dia 14 de julho de 1915, tendo como local uma residência construída na Avenida Rio Branco, ocupada pela tradicional família Coelho.

Após os contatos iniciais, visando a criar um novo clube na nossa capital, coube ao sr. Manoel Coelho Filho, um dos residentes no referido local, participar da primeira diretoria do América, que teve como presidente o sr. Getúlio Soares, amazonense nadador do Centro Náutico.

A ideia do nome se deu em virtude do América carioca, clube de destaque, inclusive na conquista dos campeonatos de 1913 e 1916, que contava com um grande número de torcedores em Natal-RN. Daí a denominação, as cores vermelha e branca, a bandeira e, por fim, o escudo.

Na época, poucos atletas do clube recém-fundado dispunham de condições financeiras para a aquisição do material esportivo, bem como as mensalidades arrecadadas, não atendiam as despesas essenciais.

O benemérito do clube, sr. Aguinaldo Tinoco, tomou a iniciativa de arcar com os compromissos financeiros do alvirrubro. Integrou o plantel, na condição de zagueiro e destacado capitão, contagiando, a cada jogo, os demais companheiros, com a sua tenacidade e entusiasmo.

Outro benemérito de destaque foi o sr. Oestes Silva, que chegou inclusive a efetuar a doação do terreno onde atualmente acha-se construída a sede, na Rua Rodrigues Alves, em nossa capital.

Na sua fase inicial, o América realizava suas reuniões no quintal da residência do juiz Homem de Siqueira, localizada na Rua Vigário Bartolomeu, com saída para o Beco da Lama. Os filhos do mesmo, Carlos e Oscar, além de fundadores, eram atletas e baluartes do alvirrubro.

Com a dissolução da Liga Natalense de Futebol, no ano de 1925, os clubes a mesma filiados experimentaram um período de marasmo, todavia, um destacado atleta do América, Renato Guimarães Wanderley, enfrentou a crise, e a partir de 1926 começou a promover jogos fora de Natal-RN. Várias partidas foram realizadas nas cidades de Ceará-Mirim, Nova Cruz e Mossoró.

O primeiro jogo disputado de forma oficial pelo América no ano de 1916 foi marcado pelo sensacionalismo. Derrotou o Atheneu pelo placar de vinte e dois tentos a zero, cabendo ao ponta-direita Napoleão Soares assinalar nada menos que onze gols.

Para a próxima edição, a nossa homenagem ao Alecrim Futebol Clube, de nossa capital.

ABC Futebol Clube

ABC - 06.09.15

No ano em que comemora o seu primeiro centenário de existência, a coluna optou por homenagear o ABC Futebol Clube de nossa capital, relatando um pouco da sua gloriosa história.

A denominação ABC deve-se ao tratado envolvendo Argentina, Brasil e Chile, que tinha por finalidade maior a solução pacífica de controvérsias internacionais, cujo documento foi assinado em Buenos Aires, no ano de 1915.

Portanto, a ideia para o nome do clube a ser fundado foi abraçada pelos desportistas natalenses Avelino Freire Filho (Lili), José Paes Barreto, Eneas Reis (presidente da Associação dos Escoteiros de Mossoró, que havia transferido sua residência para Natal-RN), Solon Aranha (também desportista que residiu em nossa cidade), Manoel Avelino do Amaral, José Potiguar Pinheiro, Artur Veia e outros jovens que frequentavam o destacado bairro da Ribeira, que sequenciaram os contatos iniciais para a concretização do pleito.

A fundação do alvinegro natalense ocorreu na residência do Cel. Avelino Alves Freire, um grande chalé construído na avenida Rio Branco, na parte posterior do antigo Teatro Carlos Gomes, mais precisamente no dia 29 de junho do citado ano. Foi escolhido para presidir o ABC, João Emílio Freire, filho do proprietário da citada residência.

No aspecto financeiro, a nossa agremiação não alegou problemas para tocar a ideia, devido às adesões de comerciantes estabelecidos no bairro anteriormente mencionado. A própria torcida participava de forma decisiva na manutenção do elenco.

O formato da camisa, a princípio foi copiado do Botafogo de Futebol e Regatas, do Rio de Janeiro-RJ, com listras verticais, o que empolgou os torcedores do glorioso alvinegro da Rua General Severiano, que residiam na nossa capital.

Antes mesmo do início do primeiro campeonato municipal de futebol, o ABC realizou o histórico jogo interestadual diante do Santa Cruz de Recife, tendo como palco o antigo campo da praça Pedro Velho. A seguir, retribuiu a visita do clube pernambucano, viajando no vapor Cururupu, até a Veneza Brasileira.

O torcedor abecedista jamais esquece a participação do eterno presidente Vicente Farache, que costumava investir com recursos próprios, visando manter o alvinegro em posição de destaque no cenário esportivo do Rio Grande do Norte.

Na próxima edição, será a vez de focalizarmos o América natalense.

Nossos árbitros

Nossos áribitros - Orgulho e tradição na terra de Santa Luzia. Na imagem Diógenes Sales e Nehemias Cunha. (reprodução)

Nossos áribitros – Orgulho e tradição na terra de Santa Luzia. Na imagem Diógenes Sales e Nehemias Cunha. (reprodução)

Numa prova de completo reconhecimento a todos os árbitros que atuam nos certames realizados na nossa cidade, ao longo da sua existência, reservamos esta edição para fazer o registro de alguns, que ainda hoje são lembrados pelos desportistas locais.

De acordo com o registro da imprensa esportiva, afirmamos, sem a menor dúvida, que o primeiro árbitro a atuar no nosso futebol foi o senhor Enéas Reis, dirigente da Associação dos Escoteiros de Mossoró, que, no dia 14 de julho de 1918, arbitrou o jogo histórico envolvendo duas representações formadas por garotos, a saber: quadro Branco e quadro Negro.

Após o desenrolar da partida, o placar apontou um empate em um tento, tendo como palco a Praça Antônio Gomes, onde acha-se instalado o Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia.

Sabemos ainda que a professora Celina Guimarães Viana foi a primeira árbitra a atuar em nossa cidade, e, por que não questionar, no país? Reuniu seus alunos do grupo escolar 30 de Setembro nas imediações da Rua Desembargador Dionísio Filgueira, defronte ao prédio atual da Faculdade de Enfermagem, e, portanto, um livro de regras de futebol, bem como o apito na boca, ministrou os primeiros ensinamentos sobre a referida modalidade esportiva.

Após o surgimento do futebol na terra de Santa Luzia, os clubes recém-fundados – Humaytá, Ypiranga, Centro Sportivo, Palmeiras e Santa Cruz experimentaram imensas dificuldades, no tocante a escolha dos árbitros responsáveis pela realização das partidas disputadas. Como a época, o respeito aos mais idosos era uma constante, a solução encontrada foi a indicação dos dirigentes dos citados clubes, para arbitrar os jogos. Assim sendo, pelo lado do Humaytá, atuaram como “referee” Alfredo Pinto, Francisco Mota, Jansen Nogueira, Joel Leite, Júlio Maciel, Luiz Pinto, dentre outros. Como dirigente do Ypiranga, Bonifácio Costa, Luiz Nines, Manoel Lopes e Santos Pereira. Já o professor Eliseu Viana era indicado como dirigente do Centro Sportivo. Por sua vez, cabia ao senhor Pedro Pereira a indicação do Mossoró Futebol Clube, para exercer a fundação de “sportaman”.

Com a evolução da prática esportiva, novos nomes foram surgindo, a exemplo de Maurício Lacerda de Assis, Alcides Henrique de Oliveira, Manoel Veras Leite, Joaquim da Silveira Borges, que sucedidos por Nehemias de Oliveira Cunha, Amaro Dantas Nogueira, Diógenes Sales de Oliveira, João Batista de Amorim, José de Sampaio Barros Neto, e tantos outros, souberam honrar a categoria, até os dias atuais.

Na próxima semana, um pouco da história do ABC F.C., de nossa capital.

Sobre o F9

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