Em busca de um novo clube, Fabinho Cambalhota revela arrependimento de sua saída do Potiguar

Fabinho passou três meses sem receber no Treze  (Foto: Nelsina Vitorino / Jornal da Paraíba)

Fabinho passou três meses sem receber no Treze (Foto: Nelsina Vitorino / Jornal da Paraíba)

Um mês após a liminar que garantiu a sua rescisão de contrato com o Treze, o atacante Fabinho Cambalhota tenta recuperar o tempo perdido.

Contratado junto ao Potiguar em fevereiro deste ano, Fabinho teve um bom início no Galo da Borborema. Com gols, assistências, e muita garra – marca de sua carreira – Fabinho se firmava com um dos principais jogadores no elenco do Treze

No entanto, após uma forte crise, que culminou na eliminação do clube no Estadual, a diretoria paraibana fez uma limpeza geral no elenco. Na ocasião, foram dispensados 16 jogadores, entre eles, estava Fabinho Cambalhota.

Após o fato, o empresário de Fabinho, Marcelo Reis, tentou a rescisão do contrato do atacante, entretanto, o acordo não aconteceu. Dessa forma, o atacante continuou treinando, visto que o seu vínculo com o Treze só expiraria em novembro.

Com o passar o tempo, após três meses sem receber, o atacante acionou a Justiça do Trabalho, amparado pela Lei Pelé, ou “Lei do Passe Livre”.

Enquanto aguardava a decisão da Justiça, Fabinho chegou a negociar com o Baraúnas, para a disputa da Série D. Porém, com a lentidão do processo, o negócio acabou não vingando. Na época, a negociação foi dada como certa, inclusive, havia até um prazo estipulado para a sua apresentação em Mossoró.

Agora, enfim, livre, Fabinho espera poder voltar a fazer o que mais gosta que é  jogar futebol.

Nesta semana, Fabinho Cambalhota concedeu entrevista ao Portal F9.  Confira o bate-papo:

  F9 Fabinho, como está a sua carreira após toda a polêmica envolvendo o seu desligamento do Treze?

– Estou na luta, esperando agora aparecer algum time pra eu poder fechar. Fiquei esses dias esperando a decisão da justiça pra mim poder voltar a jogar. Graças a Deus demorou, mais saiu.

 F9Você acabou deixando o Potiguar antes do término do seu contrato. Você se arrepende de sua saída do clube?

 – Sim me arrependo. A diretoria do Potiguar é honesta e com gente de bom caráter. Me arrependo porque sei que eu podia dar mais pelo Potiguar. Só joguei seis jogos e não pude fazer o que eu mais gosto que é fazer gols e poder ter levado o Potiguar ao titulo do Estadual. Saí muito cedo e fui pra um time que tem uma torcida maravilhosa que foi o Treze, mas a diretoria do Treze não vale nada. Acho que se eu tivesse permanecido no Potiguar eu iria conseguir meus objetivos. Mas a vida é assim, e é feita de escolhas. Às vezes escolhemos o certo, e às vezes o errado.

F9 – Naquele momento, você pensou só no dinheiro?

– Acho que não o dinheiro, mas a oportunidade de jogar uma divisão acima do que eu estava.

F9 – Você acredita que o mercado pode estar se fechando para você devido aos vários contratos que não conseguiu cumprir com alguns clubes?

– Não, Graças a deus muitos conhecem meu trabalho e sabem que eu brigo pelos meus objetivos e da minha família. Sempre fui muito profissional no que faço e ainda tenho propostas de muitos times.

F9 – Por qual motivo você acredita que isso vem sendo recorrente?

– Porque procuro sempre buscar melhorias, e você sabe como o futebol está hoje, muito complicado. Devemos ir para o lugar certo e na maioria dos times que eu joguei dei meu sangue e, em quase todos, consegui conquistas. Isso é o que me deixa com portas abertas em muitos lugares.

F9 – Passado esse vendaval na sua carreira, quais os seus planos para 2015?

– Espero que seja um ano de muitas conquistas, esse é meu objetivo. Vou dar o meu melhor onde eu estiver pra conseguir títulos.

F9 – Para finalizar a entrevista, um retorno à Mossoró pode acontecer?

– Pode sim. Só estou esperando alguém me procurar. Sou profissional, e se for bom pra mim, eu tenho que ir – finalizou.

 

Artur Rebouças/F9.net.br

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