Palmeiras Futebol Clube

Time do Palmeiras Futebol Clube

Nesta edição focalizaremos a presença do Palmeiras Futebol Clube, quarta equipe a ser fundada em Mossoró, no ano de 1920.

À época, os clubes representavam os principais bairros mossoroenses, cabendo ao Alviverde a responsabilidade de levar para as quatro linhas do Stadium Mossoró Limitada, o que existia de melhor no populoso bairro Paredões.

Assim sendo, os irmãos Miguel Joaquim de Souza, Totonho Joaquim, José Joaquim, aliados aos desportistas Francisco Borges, Tibério Bulamarqui, Raimundo Nonato da Silva, Major Higino e João do preso decidiram tornar realidade a ideia de fundação do Palmeiras.

A formação inicial do Alviverde foi a seguinte: Miguel Joaquim, Zé Victor e Bidéu; Severino, Teodoro e João do preso; Zé Acioli, Major, Zequinha, Chico parafuso e Tourá (apelido do ponteiro canhoto Chico Borges).

O Alviverde estreou oficialmente no nosso futebol somente no ano de 1921, mais precisamente diante do Humaytá. Um fato pitoresco foi registrado na semana que antecedeu a citada partida. O então presidente do Palmeiras, Sr. Tibério Burlamaqui, observando o tamanho do bigode de que era portador o atleta Bidéu, exigiu, de imediato, que o mesmo fosse “raspado”, determinando que o barbeiro Francisco de Souza Filgueira (Chico Batista), de posse de uma navalha, um pouco enferrujada, e sem auxílio do indispensável creme de barbear, em falta naquele momento na barbearia, procedesse ao ato de retirada, sob os gemidos e dores incríveis do atleta.

Após um pouco período de atividade, na sua fase inicial, o Palmeiras afastou-se das quatro linhas, retornando somente no ano de 1935, quando formou ao seguinte onzena: Bacora; Chico e Benedito; Mariano, Crocodilo e Preto; Nicácio, Nonato, Agostinho, Oliveira e Melão.

Durante a sua existência, o Alviverde do bairro Paredões teve como dirigentes beneméritos: Tibério Burlamaqui, Cícero de Oliveira, João Joaquim de Souza, Severino Rosa, professor Raimundo Nonato da Silva, Joaquim da Silveira Borges Filho, Luiz Duarte Ferreira, dentre outros.

Após uma vitória diante do América de nossa capital, dirigentes, atletas e torcedores, comemoraram o feito, que resultou no placar favorável de dois tentos a zero, na sede do clube, e já na madrugada esqueceram as velas acesas sobre a mesa, o que resultou num incêndio, cujas chamas debilitaram os livros de atas, propostas e pastas de ofícios do clube.

Retornaremos no próximo domingo, focalizando o Santa Cruz.

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