Vildomar, o curinga que brilhou em Potiguar e Baraúnas

Time do Potiguar, de 1974. Em pé, da esquerda para a direta, Vildomar é o último da foto.

A geografia humana ficou um pouco mais pobre neste fim de semana com a morte prematura do ex-jogador Vildomar, o Paitabom, vítima de um infarto, neste sábado (30), em Areia Branca, sua terra natal.

Conheça um pouco da história desse atleta que marcou época em nosso futebol, através do relato do historiador Olismar Lima, uma enciclopédia viva da nossa crônica esportiva.

 

Visando registrar a presença dos craques que o nosso futebol conheceu ao longo da sua existência, reservamos para esta edição um pouco da trajetória de Vildomar Nogueira, para o mundo do esporte, simplesmente Vildomar.

O nosso focalizado deu a sua largada no futebol atuando nos clubes suburbanos da cidade de Areia Branca-RN. Não tardou para ser elevado à categoria principal do futebol da salinésia, dentre eles Internacional, Grêmio e São Paulo.

No desporto areia-branquense, também identificado pela alcunha de “Paitabom”, que segundo Vildomar, deve-se à rigidez paterna com que foi educado, visando assumir a condição de um verdadeiro cidadão. Quando criança, sempre que cometia alguma atitude contrária ao posicionamento do seu genitor, era exemplarmente castigado, oportunidade em que dizia: “Pai, tá bom!”, visando livrar-se da punição.

Mas, voltando ao futebol, Vildomar participou de vários “matutões” patrocinados pela Liga Desportiva Areia-branquense, à época dirigida, por vários anos, pelo presidente José Trajano, desportista que prestou relevantes serviços ao “association” da salinésia.

Em 1974, foi contratado pelo Potiguar, que estava dando a sua largada no I Certame Estadual de Futebol, tendo como organizadora a então Federação Norte-rio-grandense de Desportos (FND), atual FNF.

No ano acima citado, o quadro príncipe atuou com esta formação: Batista, Berico, Jotabê, Nivaldo Dantas e Altevir; Elói e Ananias; Ribeiro, Aélio, Vildomar e Vadinho. No Potiguar, o nosso focalizado permaneceu nas temporadas 1974, 1975, 1976 e 1977, sempre atuando na condição de titular.

Visando uma grande apresentação no certame de 1978, a alta cúpula diretiva do Baraúnas investiu recursos para a montagem de um eficiente plantel. trazendo para as hostes tricolores, além de renomados craques, a presença de Vildomar.

Em 1981, quando o “Leão do Oeste” conquistou pela primeira vez o título de vice-campeão norte-rio-grandense de futebol, o elenco principal era este: Vilberto; Vildomar, Dão, Anchieta e Assis; Carlos Alberto, Pedro Rodrigues e Normando; Haroldo, Negro Chico e Romildo. Vildomar permaneceu vestindo a jaqueta do mais querido nas temporadas de 1978, 1979, 1981, 1982, 1983 e 1984. Em 1980 foi contratado para defender o América de Natal-RN.

Vildomar era, no futebol, o que se costuma denominar de “curinga”, ou seja, atuava em todas as posições nas quatro linhas. Assisti a várias atuações do mesmo, como lateral direito, quarto zagueiro, lateral esquerdo, médio-volante e, por fim, centroavante, sempre se destacando nessas posições.

Por tudo isso, Vildomar Nogueira (Vildomar) será sempre lembrado no nosso Cantinho da Recordação.

Vildomar (segundo agachado da esquerda para a direita) também fez história no Baraúnas.

Olismar Lima

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